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Função dos músculos do assoalho pélvico no terceiro trimestre de gestação: extensibilidade e força muscular

Processo: 11/18731-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Mary Uchiyama Nakamura
Beneficiário:Mary Uchiyama Nakamura
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Carla Dellabarba Petricelli ; Míriam Raquel Diniz Zanetti
Assunto(s):Força muscular  Assoalho pélvico  Gravidez 

Resumo

A função dos músculos do assoalho pélvico (MAP) em gestante sempre foi avaliada com o intuito de se verificar a habilidade da paciente em contrair os seus músculos perineais e identificar possíveis disfunções, usando métodos reprodutivos e com validade comprovada como o toque bidigital através da escala Oxford, o dinamômetro perineal e a eletromiografia de superfície (EMGs). Atualmente utilizando o Epi-no®, a extensibilidade perineal também tem sido mensurada nessa população. Isso é possível devido às características do equipamento, que com um balão de silicione posicionado e inflado no conduto vaginal alonga de maneira homogênea os MAP, e após analisando a perimetria máxima em cm, conseguimos predizer sobre integridade perineal durante o parto.Sabe-se que um músculo esquelético pode ter a tensão progressivamente diminuída quando alongado além do seu comprimento de repouso devido o distanciamento entre os filamentos de actina e miosina. Como não sabemos como os MAP se comportam diante de um alongamento agudo, podendo ou não interferir em seu tônus ou força muscular o intuito desse estudo é verificar a função dos MAP nos terceiro trimestre de gestação analisando a possível correlação entre a atividade elétrica (EMGs), dinamômetro perineal, toque bidigital (Oxford) e extensibilidade perineal (Epi-no®).Trata-se de um estudo transversal e observacional contendo amostra de 48 gestantes hígidas com ausência de cérvico-dilatação, feto único, com idade gestacional entre 35ª a 40ª semanas gestacionais e idade materna variando de 20 a 40 anos. Serão excluídas pacientes com sangramento genital de qualquer origem, prenhez múltipla, infecção no trato urinário inferior no momento do exame ou ausência de contração perineal. Para avaliação eletromiográfica, a paciente será posicionada em supino com joelhos e quadris flexionados, o eletrodo vaginal com duas partes opostas de metal colocado no terço distal do conduto vaginal registrará a atividade mioelétrica basal, seguida de três contrações voluntárias máximas (CVM) com dez segundos de repouso entre as elas e três contrações sustentadas no máximo de tempo conseguido pela gestante em 10 segundos (30 segundos de repouso entre elas) e repouso de 60 segundos em cada série. A melhor das três contrações sustentas e voluntárias (CVM) será selecionada.Em seguida, será posicionado no conduto vaginal o dinamômetro perineal, com sensor semelhante a um perineômetro, com ele iremos captar a atividade basal e a CVM dos MAP seguindo o mesmo protocolo realizado na coleta da EMGs. Após, o pesquisador através do toque bidigital, irá verificar a força muscular do assoalho pélvico através da escala Oxford, graduando a contratilidade de 0 a 5. E por último, será introduzido no conduto vaginal o equipamento Epi-no®, que após ter sido inflado no limite máximo de desconforto relatado pela paciente, será retirado lentamente mantendo o balão inflado e mensurado com uma fita métrica a parte de maior perímetro.Para a correlação entre os valores observados na perimetria da extensibilidade perineal com o Epi-no®, com aqueles encontrados no Dinamômetro perineal, EMGs e na Escala Oxford serão utilizadas o teste do Qui-quadrado para as variáveis qualitativas e teste t de Student para as quantitativas e o coeficiente de correlação de Pearson com nível de significância de 5% (0,05). (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
PETRICELLI, CARLA DELLABARBA; MAGALHAES RESENDE, ANA PAULA; ELITO JUNIOR, JULIO; ARAUJO JUNIOR, EDWARD; ALEXANDRE, SANDRA MARIA; DINIZ ZANETTI, MIRIAM RAQUEL; NAKAMURA, MARY UCHIYAMA. Distensibility and Strength of the Pelvic Floor Muscles of Women in the Third Trimester of Pregnancy. BIOMED RESEARCH INTERNATIONAL, 2014. Citações Web of Science: 6.

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