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Plauto, Cásina

Resumo

A peça Cásina (Casina), provável produção do fim da carreira do poeta romano Tito Mácio Plauto (III-II a.C.), carece de observação mais atenta no cenário mais recente dos estudos sobre o autor. É notável que essa comédia, ao que saibamos, não tenha recebido anteriormente tradução em nosso país, sobretudo porque um passar de olhos pelas intrigas e confusões da peça, já nos revela uma infinidade de aspectos da poesia plautina. Em muitos casos se trata de características sutis, muitas das quais têm passado despercebidas para a maioria dos críticos. Como procuramos ressaltar, certos recursos humorísticos e poéticos abundam em Cásina: desde o próprio nome dos personagens até passagens em que podemos notar teatro dentro do teatro (fenômeno tratado mais recentemente como "metateatralidade"). A trama, mesmo que típica do drama plautino, constrói-se de tal maneira a destacar de modo especial personagens que em outras peças não recebem tanto realce: as mulheres. Seja no papel da típica matrona plautina (esposa ciumenta), seja na inventividade da escrava, ou até mesmo, na figura de uma falsa mulher, os personagens femininos de Cásina chamam a atenção dos leitores modernos, e, provavelmente, também cativariam o público da época. Nossa tradução e análise da peça buscam, entre outros resultados, proporcionar a percepção de tais efeitos humorísticos e póeticos. (AU)

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O teatro do engano 
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