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Paleodieta, migração e paleomorfologia no Brasil: complexidade arqueológica nos primeiros americanos

Processo: 11/17798-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de novembro de 2011 - 30 de abril de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Arqueologia - Arqueologia Pré-histórica
Pesquisador responsável:Sabine Eggers
Beneficiário:Sabine Eggers
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:99/12684-2 - Investigações arqueológicas e geofísicas dos sambaquis fluviais do Vale do Ribeira de Iguape, estado de São Paulo, AP.TEM
Assunto(s):Paleodieta  Sambaquis 

Resumo

Durante o Holoceno duas culturas principais habitaram o Brasil: a Tradição Nordeste no Sertão semi-desértico e a Tradição Itaparica, nas planícies de alta do Planalto Central. Aqui relatamos indícios de paleodieta de um Paleoíndio encontrado em um terceiro cenário ecológico brasileiro - um sambaqui fluvial localizado na Mata Atlântica. A maioria dos sambaquis são encontrados ao longo da costa. Os povos associados a eles subsistiam de recursos marinhos. Contudo, esse é um caso distinto, baseado em um sambaqui fluvial muito antigo chamado Capelinha. Capelinha é um sambaqui relativamente pequeno estabelecido ao longo de um rio km 60 da costa do Oceano Atlântico. Continha os ossos de um Paleoamericano conhecido como Luzio datada de 9945 ± 235 anos atrás, o morador mais antigo de sambaqui até agora encontrado. Os ossos de Luzio estavam muito bem preservados, o que permitiu a análise de isótopos estáveis relacionados à dieta. Embora os artefatos encontrados no local mostram que esta população ribeirinha tinha ligações com a costa atlântica, mostramos que Luzio representa uma população que foi dependente dos recursos do interior em oposição aos recursos marinhos costeiros. Comparamos os dados de paleodieta de Luzio como de outros grupos existentes e pré-históricos, onde discutimos a migração de seu grupo, se a dieta terrestres persistiu em sambaquis fluviais e como Luzio se encaixa dentro da discussão sobre a substituição da morfologia de paleoíndios por ameríndios. Este estudo adiciona à evidência que mostra maior complexidade na pré-história da colonização e as adaptações para o Novo Mundo. (AU)

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