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Estudos de potenciais alvos terapêuticos e vias biológicas envolvidas no meduloblastoma

Processo: 11/11287-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Luiz Gonzaga Tone
Beneficiário:Luiz Gonzaga Tone
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Carlos Alberto Scrideli ; María Sol Brassesco Annichini
Assunto(s):Neoplasias cerebrais  Meduloblastoma  Embriogênese 

Resumo

Estudos de potenciais alvos terapêuticos e vias biológicas envolvidas no Meduloblastoma. O Meduloblastoma é um câncer do sistema nervoso central, altamente invasivo, de origem embrionária, localizado no cerebelo. É o tumor sólido mais frequente em crianças e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é classificado como um tumor de grau IV. Atualmente, o tratamento para este tipo de neoplasia consiste em cirurgia, quimioterapia e, dependendo da idade do paciente, radioterapia. Apesar de a sobrevida ser alta (mais de 50%) o tratamento utilizado pode acarretar efeitos adversos a médio e longo prazo. Portanto, estudos que permitam detectar novos alvos terapêuticos são fundamentais para melhorar o tratamento em pacientes, principalmente nos menores de três anos, e diminuir os efeitos adversos causados pelo tratamento desta doença.A proposta deste projeto é estudar potenciais alvos terapêuticos envolvidos com a agressividade do Meduloblastoma, utilizando linhagens celulares e amostras provenientes de pacientes diagnosticados no Hospital das Cínicas de Ribeirão Preto (USP), aplicando drogas específicas e técnicas de inibição da expressão gênica. Além disso, estudos de expressão gênica e a avaliação de diferentes parâmetros celulares como viabilidade, apoptose, ciclo celular e capacidade clonogênica serão realizados para complementar a pesquisa. Justificativa: Apesar de ser eficiente, o tratamento atual para meduloblastoma resulta agressivo, podendo deixar sequelas a longo prazo. Já existem relatos de déficit no sistema endócrino, no sistema nervoso e no crescimento, incluindo defeitos neurocognitivos, endócrinopatologias, esterilidade e alto risco de desenvolvimento de gliomas secundários de alto grau. Varias modalidades terapêuticas baseadas em genes individuais ou em vias biológicas responsáveis pelo desenvolvimento do MB estão atualmente sendo testadas, no entanto, os resultados não têm cumprido com as expectativas. Desta forma, a procura por tratamentos direcionados a novos alvos que potencializem as terapias atuais é imperativa. Neste contexto, a análise dos efeitos da inibição de fatores que possam contribuir para o aumento da instabilidade genômica (como os genes da família das PLKs), o de vias de sinalização envolvidas nos processos de proliferação, invasão e quimio-resistência das células malignas (como a via de hipóxia, NFkB e LASP1) como está sendo proposto neste trabalho, poderá contribuir para o desenvolvimento de terapias alternativas para o meduloblastoma e para um maior entendimento da biologia deste tumor. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
PEZUK, JULIA ALEJANDRA; BRASSESCO, MARIA SOL; DE OLIVEIRA, RICARDO SANTOS; MACHADO, HELIO RUBENS; NEDER, LUCIANO; SCRIDELI, CARLOS ALBERTO; TONE, LUIZ GONZAGA. PLK1-associated microRNAs are correlated with pediatric medulloblastoma prognosis. CHILD'S NERVOUS SYSTEM, v. 33, n. 4, p. 609-615, APR 2017. Citações Web of Science: 7.
PEZUK, JULIA ALEJANDRA; BRASSESCO, MARIA SOL; MANZINI RAMOS, PRISCILA MARIA; SCRIDELI, CARLOS ALBERTO; TONE, LUIZ GONZAGA. Polo-Like Kinase 1 Pharmacological Inhibition as Monotherapy or in Combination: Comparative Effects of Polo-Like Kinase 1 Inhibition in Medulloblastoma Cells. ANTI-CANCER AGENTS IN MEDICINAL CHEMISTRY, v. 17, n. 9, p. 1278-1291, 2017. Citações Web of Science: 3.

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