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Caracterização farmacológica e funcional de componentes isoladas do veneno da serpente Micrurus lemniscatus com atividade fosfolipásica a2 e componentes ativos em receptores muscarínicos no sistema nervoso de ratos

Resumo

Os venenos das serpentes do gênero Micrurus, como outros venenos pertencentes à família Elapidae, são constituídos por neurotoxinas pré-sinápticas, geralmente com atividade fosfolipásica A2 (FLA2), que depletam o conteúdo de acetilcolina da terminal pré-sináptica da junção neuromuscular (JNM) e neurotoxinas pós-sinápticas que atuam em receptores colinérgicos nicotínicos das membranas pós-sinápticas. Apesar da JNM ser o alvo de ação destas neurotoxinas, estas são ativas quando injetadas no cérebro ou aplicadas em cultura de neurônios e têm sido utilizadas para o estudo dos mecanismos de ação destas neurotoxinas. Em estudos prévios caracterizamos as neurotoxinas-FLA2s, Mlx-8 e Mlx-9, isoladas do veneno da serpente M. lemniscatus. Quando injetadas no cérebro induziram clonias generalizadas e perda neuronal. E adicionadas à cultura de neurônios induziram morte por apoptose/necrose. Pretendemos com o presente projeto testar a hipótese de que mediadores inflamatórios participariam da resposta em cultura neuronal às ações tóxicas das FLA2-Mlx-8 e Mlx-9. O ácido araquidônico, gerado pela ação de FLA2s, é convertido a eicosanoides pela ativação de duas ciclooxigenases distintas (COX), gerando prostaglandinas. Ainda mais, será que estas neurotoxinas. Os venenos de serpentes Elapidicas também contêm neurotoxinas pós-sinápticas importantes para a caracterização da estrutura e função de receptores de acetilcolina nicotínicos e muscarínicos. Identificamos e caracterizamos pela primeira vez uma neurotoxina isolada do veneno da M. lemniscatus com afinidade por receptores muscarínicos no hipocampo de ratos, a MT-M1-5;, que deslocou a ligação do [3H]QNB e reduziu o conteúdo de fosfatos de inositol totais, aumentado pelo carbacol, sugerindo um bloqueio desta via de sinalização intracelular, por este componente. A concentração necessária a este efeito foi superior àquela induzida por antagonistas seletivos M1. O que pode indicar o envolvimento de receptores M2 e M4 na ação da MT-M1-5;. Pretendemos determinar os níveis intracelulares de AMP cíclico importante para melhor avaliar a ação do componente MT-M1-5; sobre os receptores muscarínicos M2 e/ou M4. Para estudar a seletividade desta toxina utilizaremos a linhagem de células CHO transfectadas com M1-5. Estudaremos seus efeitos no processamento de aprendizado e memória. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
FRANCESCO DOS SANTOS, ROBERTA TANCREDI; PASSOS SILVA, MARCELO FLORENCIO; PORTO, RAFAEL MARQUES; LEBRUN, IVO; DE CAMARGO GONCALVES, LUIS ROBERTO; CORREIA BATISTA, ISABEL DE FATIMA; LOPES SANDOVAL, MARIA REGINA; FRANCIS ABDALLA, FERNANDO MAURICIO. Effects of Mlx-8, a phospholipase A(2) from Brazilian coralsnake Micrurus lemniscatus venom, on muscarinic acetylcholine receptors in rat hippocampus. Journal of Venomous Animals and Toxins including Tropical Diseases, v. 26, JAN 27 2020. Citações Web of Science: 0.
ROBERTA TANCREDI FRANCESCO DOS SANTOS; MARCELO FLORENCIO PASSOS SILVA; RAFAEL MARQUES PORTO; IVO LEBRUN; LUÍS ROBERTO DE CAMARGO GONÇALVES; ISABEL DE FÁTIMA CORREIA BATISTA; MARIA REGINA LOPES SANDOVAL; FERNANDO MAURÍCIO FRANCIS ABDALLA. Effects of Mlx-8, a phospholipase A2 from Brazilian coralsnake Micrurus lemniscatus venom, on muscarinic acetylcholine receptors in rat hippocampus. Journal of Venomous Animals and Toxins including Tropical Diseases, v. 26, p. -, 2020.

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