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Ação dos compostos antioxidantes na redução do estresse oxidativo em modelo experimental de câncer de pulmão: estudo do pequi (Caryocar brasiliense Camb.)

Processo: 11/12030-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Vera Luiza Capelozzi
Beneficiário:Vera Luiza Capelozzi
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Edwin Roger Parra-Cuentas ; Natália Beatriz Rigoldi Colombo
Assunto(s):Neoplasias pulmonares  Antioxidantes  Morfometria  Pequi  Caryocar brasiliense 

Resumo

O câncer de pulmão (CP) corresponde a 28% de todas as mortes por câncer, e tem se mostrado de difícil controle com a terapêutica convencional. No Brasil, a estimativa para 2010 é de 27.630 novos casos. O CP é histologicamente classificado em quatro tipos celulares, sendo o adenocarcinoma o mais freqüente. Um dos fatores implicados nos processos de carcinogênese é a excessiva formação de radicais livres que pode conduzir a diversas formas de dano celular. Estudos evidenciam a participação do estresse oxidativo no desenvolvimento do câncer, sugerindo que a persistência deste estado nas células tumorais poderia explicar parcialmente algumas características do câncer. O estresse oxidativo é um estado de desequilíbrio entre a produção de radicais livres e a capacidade de defesa do organismo contra essas espécies, que leva a um progressivo dano oxidativo. Esse estresse tem seus danos minimizados pelo sistema de defesa antioxidante enzimático, representado, principalmente, pelas enzimas superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GP), e os antioxidantes não enzimáticos, como as vitaminas A, C e E, ácido úrico e algumas proteínas do plasma. Além dessas vitaminas, os compostos fenólicos e os carotenóides têm apresentado importante ação contra o estresse oxidativo e no curso de doenças neoplásicas, merecendo crescente interesse de pesquisas científicas. O Caryocar brasiliense camb, mais conhecido como pequi, é um fruto nativo do cerrado brasileiro, e sua polpa é rica em ácidos graxos insaturados, como o ácido oléico, em concentrações de aproximadamente 51,37% a 55,87%, e o ácido palmítico em concentrações de 35,17% a 46,79%, além de altas concentrações de antioxidantes naturais como a vitamina C, os compostos fenólicos, e os carotenóides. Se na quantidade adequada, os antioxidantes obtidos da dieta são indispensáveis para manter o equilíbrio oxidativo e se a ingestão de antioxidantes isolados aumentam esse estresse, talvez a ingestão de compostos nutricionais com mais de um tipo de antioxidante possa ajudar na diminuição do desenvolvimento de dano celular diminuindo o estresse oxidativo e, por conseguinte, aumentar a resistência das células para diversos fatores carcinogênicos. (AU)