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Modificações químicas de PLA2 miotóxicas de Porthidium hyoprora: avaliação do efeito catalítico e das atividades miotóxica, neurotóxica e inflamatória

Processo: 11/17971-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Sergio Marangoni
Beneficiário:Sergio Marangoni
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Venenos de origem animal  Serpentes  Neurotoxinas  Fosfolipases A2 

Resumo

O veneno de serpente possui uma mistura de moléculas funcionais podendo ser comparado por analogia a um laboratório natural que desenvolve e aperfeiçoa toxinas através de mutações e da seleção natural para manutenção da espécie em sua microevolução (defesa e alimento). Essas toxinas alteram o sistema fisiológico da presa fazendo com que fique paralisada (neurotoxicidae e miotoxicidade) e não fuja do local de ataque e também inicia a digestão da presa facilitando a alimentação da serpente. Na procura de um novo fármaco através de comparação e modelação química com especificidade para seu alvo, a indústria farmacêutica pode demorar 11 anos com altíssimo custo. As toxinas do veneno da serpente possuem alta especificidade de seu alvo, são consideradas cada vez mais como modelos biológicos e tem contribuído para o conhecimento de como cada aminoácido da cadeia polipeptídica participa na expressão biológica da molécula. Dessa forma são cada vez mais utilizadas como ferramentas farmacológicas e como protótipo natural para o desenvolvimento de medicamentos, exemplo representado pelo captopril (potente hipotensor), desenhado a partir do peptídeo presente no veneno da serpente Bothrops jararaca (BPF-bradkinin-potentiating factor). Peptídeo aperfeiçoado por milhões de anos com a ajuda da seleção natural. O que sustenta essa estratégia industrial é que se trata de um modelo biológico isolado e purificado laboratorialmente, possuindo homogeneidade molecular, caracterizado físico-quimicamente e submetido a testes farmacológicos. Todo resultado advindo dessa molécula podemos atribuir as suas características estruturais (obtida a partir do estudo de homologia seqüencial) e que contribuem para a organização espacial da molécula fazendo que seja uma proteína funcional (Landers, P. 2004).Este projeto pretende realizar o estudo de diversidade na expressão de PLA2 presentes no veneno de Porthidium hyoprora, analisando as possíveis diferenças com relação as suas atividades biológicas, como neurotoxicidade, miotoxicidade, citotoxicidade, e efeitos inflamatórios. Correlacionando assim, sua estrutura e função através de diferentes técnicas próprias de química de proteínas como modificações químicas em resíduos específicos. P. hyoprora é uma serpente distribuída principalmente em florestas de chuva tropical muito úmida, principalmente nas planícies baixas dos bosques equatoriais da Amazônia. B. brazili é uma serpente peçonhenta, pertencente à família Viperidae e amplamente encontrada na América do Sul. Reporta-se a presença das duas espécies no Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Suriname (Campbell e Lamar, 2004). (AU)