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Caracterização de mecanismos de resistência aos carbapenêmicos de isolados clínicos de Enterobacter spp.

Processo: 11/18438-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Silvia Figueiredo Costa
Beneficiário:Silvia Figueiredo Costa
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):12/04530-1 - Caracterização de mecanismos de resistência aos carbapenêmicos de isolados clínicos de Enterobacter spp, BP.TT
Assunto(s):Infectologia  Enterobacteriaceae  Resistência microbiana a medicamentos  Antibióticos 

Resumo

Enterobacter pertence a um grupo de bactérias denominado CESP (Citrobacter spp, Enterobacter spp, Serratia sp e Proteus spp), que são gram-negativos produtores constitutivos da beta-lactamases cromossômicas, como as enzimas do tipo AmpC que durante o uso de antimicrobianos pode expressar um aumento na produção de resistência e, portanto, a beta-lactâmicos. Assim, com o advento destas estirpes multi-resistentes, a classe mais utilizada de antibióticos por mais de uma década para tratar infecções por estes microrganismos foram os carbapenêmicos. No entanto, a resistência aos carbapenêmicos está começando a surgir e, consequentemente, a escolha de uma terapia apropriada é complicada pelo fato de que a maioria dos Enterobacter spp. é resistente a muitos agentes antimicrobianos ou podem desenvolver resistência durante o tratamento. Estes patógenos bacterianos podem abrigar uma variedade de mecanismos de resistência aos antibióticos. Entre eles, a modificação da permeabilidade da membrana externa, a deficiência de porinas associados à expressão da atividade de cefalosporinases e de carbapenemases, vem sendo detectada em isolados resistentes aos carbapenêmicos. As carbapenemases pertencem principalmente a duas classes moleculares, que são distinguidas pela conformação de seu sítio ativo, a classe A carbapenemases: (NMC / IMI (Imipenemase / não carbapenemase Metallo-A), SME (Serratiamarcescens enzima), KPC (Klebsiellapneumoniae carbapenemase), GES (Guiana de espectro estendido), e as metallo-²-lactamases da classe B Ambler:IMP (Imipenemase), VIM (Verona Imipenemase), SPM (São Paulo Metalo -lactamase), GIM (Imipenemase alemã), SIM (Seul Imipenemase) e a mais recente DM-1 (New Delhi).Mas poucos estudos sobre o mecanismo de resistência aos carbapenêmicos em isolados de Enterobacter spp. foram realizados até o momento. Assim, o objetivo deste estudo será caracterizar o mecanismo de resistência aos carbapenêmicos em 52 isolados de Enterobacter spp de três hospitais brasileiros e determinar sua relação genética e a susceptibilidade aos antimicrobianos.Portanto, para caracterizar os mecanismos de resistência, utilizaremos as seguintes metodologias: suscepptibilidade antimicrobiana será determinanda por microdiluição em caldo para os seguintes antimicrobianos: Imipenem, Meropenem, Ertapenem, Polimixina B, Amicacina, Cefepima, Tigeciclina, Ciprofloxacina, Piperacilina/ Tazobactam e para a Fosfomicina, microdiluíção em ágar. A hidrólise do Imipenem será investigada por ensaios espectrofotométricos e genes de carbapenemases, genes de bomba de efluxo e porinas serão identificados pelo PCR e seu produto amplificado será confirmado pelo seqüenciamento. Para analisar a membrana externa será utilizado o método SDS-PAGE. Para estudar a clonalidade será utilizada a metodologia conhecida como PFGE e para a expressão da bomba de efluxo será realizado a metodologia de PCR em Tempo Real (RT-PCR), ao mesmo tempo será identificado a bomba de efluxo na presença e ausência de inibidores de bomba de efluxo. (AU)