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Sequenciamento do exoma em amostras de pacientes com sobrecarga primária de ferro

Processo: 11/18702-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Alexandre da Costa Pereira
Beneficiário:Alexandre da Costa Pereira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Isolmar Tadeu Schettert ; José Eduardo Krieger ; Paulo Caleb Júnior de Lima Santos
Assunto(s):Hematologia  Hemocromatose  Mutação  Análise de sequência de DNA 

Resumo

A hemocromatose hereditária (HH) é uma doença autossômica recessiva caracterizada pela absorção intestinal aumentada de ferro da dieta. Sem intervenção terapêutica, a sobrecarga de ferro acarreta lesões em vários órgãos, com por exemplo: cirrose, cardiomiopatias, diabetes, artrite, hipogonadismo e hiperpigmentação da pele. A maioria dos pacientes com HH apresentam genótipos homozigoto para a mutação p.C282Y no gene HFE ou p.C282Y/p.H63D em heterozigose composta. Além do gene HFE, mutações nos genes que codificam hemojuvelina (HJV), hepcidina (HAMP), receptor de transferrina 2 (TFR2) e ferroportina (SLC40A1) têm sido associadas com a regulação da homeostase de ferro e ao desenvolvimento da HH. Além da epidemiologia molecular da HH ser diferente no Brasil comparada à de países do Norte Europeu, estudos de nosso grupo descreveram que alguns pacientes com sobrecarga de ferro, cujas causas secundárias foram excluídas e extensivamente fenotipados e genotipados, não eram portadores de mutações nos éxons dos genes citados acima. Deste modo, a identificação das características genéticas destes pacientes brasileiros pode representar vantagem competitiva para a identificação de novas mutações e de novos genes envolvidos na homeostase do ferro. Neste contexto, nosso principal objetivo é pesquisar mutações em pacientes brasileiros com sobrecarga de ferro primária, cujas causas secundárias foram excluídas e não apresentaram mutações nos genes citados. Para isso, propomos a realização de sequenciamento do exoma de 10 amostras de pacientes provenientes do Hemocentro da Santa Casa de São Paulo extensamente caracterizados como portadores de HH primária e sem nenhuma alteração causal identificada nos genes supracitados. Esperamos identificar novos genes causadores de hemocromatose hereditária. Posteriormente, estas informações poderão ser checadas em demais pacientes com achados similares e; assim, serem úteis no entendimento fisiopatológico da HH e no diagnóstico genético de pacientes brasileiros. (AU)