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Incidência, morbidade e tratamento da cefaleia pós-punção subaracnóidea em hospital escola: estudo prospectivo

Processo: 11/19199-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de janeiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Geraldo Rolim Rodrigues Junior
Beneficiário:Geraldo Rolim Rodrigues Junior
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Anestesiologia  Cefaleia 

Resumo

Cefaléia pós-punção subaracnóidea (CPPSA) é complicação importante e relativamente comum 1-2, após realização de procedimentos anestésicos, principalmente em obstétricia, que têm como objetivo alcançar espaço subaracnóideo com uso de série de agulhas. A incidência varia entre 6% a 36%3. Ela foi descrita em 1898 por August Bier utilizando cocaína no espaço subaracnóideo para causar anestesia espinhal4. Este autor postulou que CPPSA seria resultado da perda de líquido cefalorraquidiano (LCR), após observar, na manhã seguinte, cefaléia que surgia e aumentava em intensidade, quando abandonava o decúbito dorsal horizontal (DDH)5. O alívio também seria observado ao retomar repouso em DDH. Bier descreveu e, também, experimentou esses sintomas ao realizar o procedimento em si próprio 5. Em anestesia obstétrica a CPPSA é terceira causa de demandas judiciais contra anestesiologistas 11. A Sociedade Internacional de Cefaléia define CPPSA como dor de cabeça iniciada dentro de 7 dias após punção lombar, desaparecendo em 14 dias3. A cefaléia inicia ou piora em apenas 15 minutos após assumir-se posição supina e deve sumir ou melhorar 30 minutos depois de assumir-se posição de repouso (DDH)4-5. A dor cefálica é sentida nas áreas frontal, occipital ou ambas e usualmente pode envolver nuca e ombros13Todavia, a causa de CPPSA permanece incerta6. É possível que a diminuição da pressão do líquido cefalorraquidiano (LCR)1, resultante da perda pelo orifício de punção2, 4-5, seja maior que sua produção pelo plexo coróide responsável pela maioria da produção de LCR2, 6As dificuldades causadas pela cefaléia e seu tratamento causam enorme desconforto aos pacientes, tornado sua recuperação mais demorada, prolongando seu tempo de internação e implicando em aumento dos custos hospitalares. Oitenta e seis por cento dos pacientes acometidos de CPPSA e submetidos ao tratamento jamais escolheriam a mesma anestesia novamente12. Desse mesmo grupo, 72% não recomendariam para amigos ou familiares e 77% queixaram-se de ausência de informação acerca do risco de cefaléia, seja após punção acidental, com agulha peridural, ou como conseqüência de raquianestesia simples12.O escopo desse estudo, tendo em vista a carência de dados nessa instituição hospitalar, é traçar um perfil atualizado dessa verdadeira endemia, expondo incidência, morbidade, tratamento e custos. (AU)