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Avaliação da atividade fotoprotetora em modelos in vitro empregando culturas celulares da pele irradiadas com UVA e UVB: compostos fenólicos como modelo de estudo

Processo: 11/21087-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Pesquisador responsável:Silvia Berlanga de Moraes Barros
Beneficiário:Silvia Berlanga de Moraes Barros
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Silvya Stuchi Maria-Engler
Assunto(s):Raios ultravioleta  Envelhecimento da pele  Antioxidantes  Compostos fenólicos 

Resumo

A radiação ultravioleta (UV) apresenta efeitos deletérios na pele humana, podendo resultar em quadros clínicos como queimaduras, imunossupressão, envelhecimento prematuro e câncer. Existem diferenças no padrão do dano celular entre as ondas UVA e UVB. Enquanto que a UVA danifica indiretamente o DNA pela formação de espécies reativas de oxigênio, a UVB pode atingir diretamente o DNA, resultando na formação de foto-produtos, como dímeros ciclobutano-piridina e formação de pirimidina-pirimidona [(6-4) PD]. Diversos mecanismos levam à eliminação do dano causado pela luz UV levando a apoptose por mecanismos como aumento da expressão de p53, indução no atraso do ciclo celular via transcrição do gene p21 e subseqüente ativação da caspase-9 e caspase-3. A radiação UV também leva a formação de espécies reativas de oxigênio (EROs), as quais são removidas por substâncias antioxidantes endógenas. Contudo a produção exacerbada de EROs pode resultar no dano fótico de macromoléculas da pele, ativação de enzimas, como as metaloproteinases de matriz, e a desidratação da pele, a partir da baixa regulação da proteína de membrana aquaporina-3, caracterizando o fotoenvelhecimento. Mecanismos inflamatórios, como liberação de citocinas e quimiocinas pró-inflamatórias também ocorrem nos sítios irradiados. Apesar da pele possuir um elaborado sistema antioxidante capaz de lidar com o estresse oxidativo, a exposição excessiva e crônica aos raios UV pode exceder a capacidade antioxidante da pele. Assim, a busca por agentes fotoprotetores, como os de origem vegetal, podem oferecer efeitos adicionais que auxiliem na prevenção das conseqüências patológicas da exposição aos raios UV. A determinação do valor de FPS de fotoprotetores é atualmente realizada in vivo com modelos de exposição humana a radiação. Este parâmetro, usado pelas agencias de regulamentação para definir a capacidade de proteção contra a radiação UVB, avalia apenas o eritema que se desenvolve após a exposição ao sol. Este modelo, embora aceito internacionalmente, não avalia as lesões precoces que podem induzir ao desenvolvimento de câncer de pele, doença prevalente em nosso país e que tem avançado muito nos últimos anos em decorrência de fenômenos atmosféricos como a diminuição da camada de ozônio com aumento da exposição das populações a radiações UVA e UVB.Metodologias in vitro tem sido preconizadas para, em substituição ou redução do uso de animais avaliar a eficácia e segurança de insumos e produtos farmacêuticos e cosméticos. Estes métodos podem, além do tempo reduzido em sua elaboração, avaliar a atividade de compostos em sítios de ação conhecidos, permitindo formular produtos que interferiram mais diretamente nos mecanismos fisiopatológicos em estudo. Assim, o presente projeto tem como objetivo avaliar por metodologias in vitro a atividade fotoquimioprotetora de compostos antioxidantes em culturas celulares humanas expostas a radiação UVA e UVB. A atividade fotoprotetora dos ácidos gálico, clorogênico e rosmarínico serão avaliados comparativamente visando a conhecer os possíveis mecanismos de ação destes compostos no modelo proposto e identificar o composto que apresente melhor atividade. Os três compostos apresentam atividade antioxidante bem como semelhanças estrutural com substâncias com reconhecida atividade fotoprotetora. (AU)