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Do romance de artista a permanência da arte: Marcuse e as aporias da modernidade estética

Processo: 11/51536-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de fevereiro de 2012 - 31 de janeiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Aléxia Cruz Bretas
Beneficiário:Aléxia Cruz Bretas
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Modernidade  Estética (filosofia)  Dimensão  Romance  Livros  Publicações de divulgação científica 

Resumo

O urinol de Duchamp continua sendo um urinol mesmo num museu ou galeria; ele carrega sua função 'real' suspendida: um penico! Ao contrário, uma pintura de Cézanne permanece uma pintura de Cézanne mesmo no banheiro. Provocativa, a sentença resume bem as nuances e complexidades inerentes à última posição adotada por Herbert Marcuse em relação aos impasses da modernidade estética. Pois se, por um lado, o autor é categórico ao defender o caráter potencialmente transformador das obras de arte, por outro, ele se mostra cauteloso ou mesmo refratário em conceder aos ready-mades de Duchamp um incontestável estatuto artístico. De Schiller a Aragon, pelo viés de uma leitura marxiana de Kant informada por Adorno e o Instituto de Pesquisa Social, a trajetória filosófica de Marcuse se revela indissociável das metamorfoses sofridas pelo próprio conceito de Estética desde que foi criado como disciplina autônoma, em meados do século XVIII. Razão pela qual refletir sobre o sentido e a efetividade de suas ideias implica em ser confrontado com alguns dos maiores dilemas artísticos e políticos do século XX cujos desdobramentos permanecem vivos até hoje. (AU)