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Pacinchagas: estratificação de risco em chagásicos portadores de marcapasso definitivo

Processo: 11/07648-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2012 - 31 de março de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Martino Martinelli Filho
Beneficiário:Martino Martinelli Filho
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Anísio Alexandre Andrade Pedrosa ; Giselle de Lima Peixoto ; Mariana Moreira Lensi ; Ricardo Alkmim Teixeira ; Sérgio Freitas de Siqueira ; Silvana Angelina D'Orio Nishioka
Assunto(s):Cardiologia  Doença de Chagas  Cardiomiopatia chagásica  Marca-passo artificial 

Resumo

A doença de Chagas (DCh) é considerada um dos maiores problemas de saúde pública na América Latina e recentes estimativas apontam cerca de 10 milhões de pessoas infectadas no mundo. A evolução para cardiopatia chagásica crônica (CCC) ocorre em cerca de 20-40% dos infectados, e as principais causas de mortalidade são insuficiência cardíaca (IC) progressiva e morte súbita (MS). A CCC compromete o sistema de condução, e ainda representa uma das mais frequentes indicações de implante de marcapasso definitivo (MPD) no Brasil. Inúmeras variáveis já foram avaliadas na tentativa de estratificar o risco destes pacientes, no entanto, pacientes portadores de MPD foram excluídos dos principais estudos a esse respeito. Objetivos: 1. Determinar as variáveis clínico-funcionais preditoras de morte e/ou eventos cardiovasculares em pacientes com CCC e MPD. 2. Determinar o peso das variáveis clínico-funcionais que determinam desfecho no seguimento (escore de risco). 3. Avaliar o impacto da aplicação do escore de risco no momento da troca do gerador. Variáveis desfecho: *Primárias: mortalidade total, mortalidade arrítmica, piora da insuficiência cardíaca, taquicardia ventricular sustentada. *Secundárias: síncope, fenômenos tromboembólicos, taxa de hospitalização, programação eletrônica. Metodologia: o estudo é composto por duas fases distintas. A primeira fase, retrospectiva, consiste na estruturação de banco de dados relacional de portadores de MPD e CCC matriculados na Unidade Clínica de Estimulação Cardíaca Artificial (UCECA) do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Nesta fase serão revisados os prontuários dos pacientes em acompanhamento atual na UCECA, assim como prontuários de pacientes com constatação de óbito e abandono de seguimento. Após análise estatística uni e multivariada dos dados clínico-epidemiológicos e funcionais coletados, a coorte será utilizada para elaboração e validação de um escore de risco prognóstico específico para a população em estudo. A segunda fase, prospectiva, consiste na aplicação dos resultados obtidos na Fase I e será encaminhada em projeto posterior. O escore de risco, obtido na Fase I, será aplicado aos portadores de MPD e CCC no momento da troca do gerador. Todo paciente classificado como de risco intermediário/alto para eventos cardiovasculares será selecionado e submetido à randomização para o implante ou não de desfibrilador (CDI). Os pacientes também serão sistematicamente avaliados quanto à indicação de ressincronizador cardíaco (RC), e desde que apresentem Classe Funcional de IC e II e FeVEd35% serão automaticamente selecionados para upgrade de MPD convencional para RC e à seguir randomizados para o implante de CDI. (AU)

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