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MENTAL DISORDERS IN MEGACITIES: findings from the São Paulo Megacity Mental Health Survey, Brazil (Transtornos mentais em megacidades: resultados do São Paulo Megacity Mental Health Survey)

Processo: 12/01280-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de março de 2012 - 31 de agosto de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Laura Helena Silveira Guerra de Andrade Burdmann
Beneficiário:Laura Helena Silveira Guerra de Andrade Burdmann
Instituição-sede: Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Pacheco e Silva (IPq). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Epidemiologia  Transtornos mentais 

Resumo

Bachground. O crescimento da população mundial está projetado para se concentrar em megacidades, com o aumento da desigualdade social e do stress associado à urbanização. A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) fornece a possibilidade de se examinar da carga de transtornos mentais em áreas urbanas no mundo em desenvolvimento. O objetivo deste estudo é estimar a prevalência, gravidade e tratamento de DSM-IV transtornos mentais ativos. Examinamos correlatos sócio-demográficos, e vários aspectos da vida urbana como a migração interna, a exposição à violência, e nível de privação social associados com transtornos mentais no ano anterior à entrevista.Métodos e Resultados. Foi entrevistada face a face uma amostra representativa de 5037 adultos domiciliados na RMSP, utilizando a Composite International Diagnostic Interview (CIDI), gerando diagnósticos do DSM-IV para transtornos mentais no periodo de 12 meses de anteriores à entrevista. Avaliou-se a gravidade e tratamento. Dados administrativos sobre a privação de social foram obtidos. Regressão logística múltipla foi usada para avaliar se a correlação de variáveis individuais e contextuais com os transtornos, gravidade e tratamento. Cerca de trinta por cento dos entrevistados relataram um transtorno no ano anterior à entrevista, com uma distribuição uniforme entre os diferentes níveis de gravidade. Transtornos de ansiedade foram os mais comuns (que afetam 19,9%), seguido de humor (11%), controle dos impulsos (4,3%), e uso de substâncias (3,6%). Exposição ao crime foi associada com todos os quatro tipos de transtornos. Migrantes tiveram baixa prevalência de todos os quatro tipos de transtornos em comparação com os moradores estáveis. Exposição à urbanicidade alta foi associada com transtornos de controle dos impulsos e privação social elevada com transtornos por uso de substâncias. Subgrupos vulneráveis foram observados: homens e mulheres migrantes que vivem em áreas mais necessitadas. Apenas um terço dos casos graves recebeu tratamento no ano anterior à entrevista.Discussão. Adultos que vivem em São Paulo apresentaram prevalência de transtornos mentais em maiores do que em pesquisas semelhantes realizadas em outras áreas do mundo. A integração da promoção da saúde mental nos serviços de cuidados primários do sistema de saúde brasileiro, que se encontra em rápida expansão deve ser reforçada. Esta estratégia pode se tornar um modelo para países em desenvolvimento com poucos recursos e altamente povoados. (AU)