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Avaliação da funcionalidade das células dendríticas diferenciadas de monócitos na candidíase mucocutânea crônica

Processo: 12/01384-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2012 - 31 de março de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Alberto José da Silva Duarte
Beneficiário:Alberto José da Silva Duarte
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Dewton de Moraes Vasconcelos ; Paula Ordonhez Rigato
Bolsa(s) vinculada(s):12/09289-0 - Avaliação da funcionalidade das células dendríticas diferenciadas de monócitos na Candidíase Mucocutânea Crônica, BP.TT
Assunto(s):Candidíase mucocutânea crônica  Candida albicans  Mutação  Expressão gênica  Células dendríticas  Linfócitos T 

Resumo

A candidíase mucocutânea crônica (CMC) é uma síndrome caracterizada por infecção persistente ou recorrente das unhas, pele, ou mucosas oral e genital causadas por Candida albicans. CMC pode ser causada por diversos defeitos genéticos da imunidade inata e adaptativa. Mutações dos seguintes genes foram recentemente descritos em pacientes portadores de CMC: do gene transdutor de sinal e ativador de transcrição 3 (STAT 3) associado à síndrome de Hiper IgE autossômica dominante, do gene regulador auto-imune (AIRE), do gene de Dectin-1, do gene da proteína 9 contendo um domínio de recrutamento associado a Caspase (CARD 9), e do gene do transdutor de sinal e ativador de transcrição 1 (STAT 1). Embora a patogênese da CMC seja complexa e heterogênea, evidências crescentes sugerem que uma alteração na secreção de citocinas pelas células T seja um evento central, juntamente com o reconhecimento do patógeno pelas células dendríticas, que exercem um papel especial sobre a imunidade para Candida spp. Recentemente descreveu-se que as células Th17, que produzem IL-17A, IL-17F e IL-22, são essenciais na resistência a infecções por Candida em seres humanos. Persiste a dúvida se a produção desregulada de citocinas de células T é devida a um defeito das células T ou a uma interação prejudicada com a APC, pelo fato de existirem evidências de que as células dendríticas de pacientes CMC apresentam maturação anormal. A despeito das diversas mutações genéticas descritas como causas da CMC, no entanto existem pacientes que não apresentam nenhuma dessas alterações genéticas. Por isso, é extremamente importante investigar marcadores fenotípicos e / ou a expressão de genes que poderiam identificar novos defeitos imunológicos da CMC, o que poderia contribuir para uma melhor compreensão da patogênese da CMC e / ou sugerir terapias mais adequadas. Com base nessas evidências, este projeto se propõe a avaliar a funcionalidade e expressão gênica de células dendríticas derivadas de monócitos estimuladas por Candida e da geração e da funcionalidade dos subtipos de células T estimuladas por essas APCs. (AU)