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Efeito do p-cresol e da guanidina sobre o metabolismo oxidativo e apoptose dos neutrófilos de cães

Resumo

Recentemente foi comprovado que a insuficiência renal crônica (IRC) causa estresse oxidativo em gatos e em cães. Dentre as muitas toxinas que se concentram na IRC, o p-cresol e as guanidinas são as mais amplamente investigadas em pacientes humanos. Nesta espécie estas toxinas urêmicas causam disfunção neutrofílica, mais especificamente promove a inibição do metabolismo oxidativo dos neutrófilos, afetando dessa maneira a sua função bactericida. Nosso grupo de pesquisa obteve evidência in vitro de que o metabolismo oxidativo dos neutrófilos de cães sadios é afetado quando incubado como soro urêmico, uréia e creatinina, porém até o momento não há estudos sobre o efeito específico das toxinas urêmicas p-cresol e guanidina sobre a função neutrofílica nesta espécie. Neste sentido, o presente trabalho objetiva mensurar as concentrações plasmáticas de p-cresol e guanidina em cães hígidos e com IRC e testar a hipótese de que à semelhança ao que ocorre em humanos o aumento de tais toxinas está associado com alterações do metabolismo oxidativo e apoptose dos neutrófilos. Para tal será padronizada a metodologia para quantificar por cromatografia de fase líquida as concentrações plasmáticas de ambas toxinas em cães controles hígidos e com IRC. Também será avaliado e comparado "in vitro" o efeito específico do p-cresol e da guanidina sobre a produção de superóxido, a peroxidação lipídica e a taxa de apoptose de neutrófilos isolados de cães controles hígidos, considerando-se as concentrações plasmáticas observadas "in vivo" em cães com IRC. Células isoladas de 20 cães saudáveis serão incubadas em meio de RPMI, com e sem p-cresol, guanidina e plasma de cães com IRC. O metabolismo oxidativo dos neutrófilos será avaliado por citometria de fluxo capilar utilizando a sonda hidroetidina e pelo método citoquímico de redução do tetrazólio nitroazul. A apoptose e a viabilidade dos neutrófilos será quantificada em citômetro de fluxo capilar utilizando sistema Anexina V-PE e por morfometria. O estresse oxidativo será avaliado pela quantificação plasmática das espécies reativas ao tiobarbitúrico, do status antioxidante total, ácido úrico, albumina e bilirrubina total. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
BOSCO, A. M.; ALMEIDA, B. F. M.; PEREIRA, P. P.; DOS SANTOS, D. B.; NETO, A. J. S.; FERREIRA, W. L.; CIARLINI, P. C. The uremic toxin methylguanidine increases the oxidative metabolism and accelerates the apoptosis of canine neutrophils. VETERINARY IMMUNOLOGY AND IMMUNOPATHOLOGY, v. 185, p. 14-19, MAR 2017. Citações Web of Science: 5.
PRISCILA PREVE PEREIRA; ANELISE MARIA BOSCO; BRENO FERNANDO MARTINS DE ALMEIDA; LUIS GUSTAVO NARCISO; PAULO CÉSAR CIARLINI. A TOXINA URÊMICA ÁCIDO GUANIDINICOACÉTICO INIBE O METABOLISMO OXIDATIVO DOS NEUTRÓFILOS DE CÃES. Ciênc. anim. bras., v. 16, n. 4, p. 560-566, Dez. 2015.

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