| Processo: | 12/01270-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Maria José Soares Mendes Giannini |
| Beneficiário: | Maria José Soares Mendes Giannini |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Araraquara |
| Pesquisadores associados: | Ana Marisa Fusco Almeida ; Maria Valnice Boldrin |
| Assunto(s): | Micologia Candida Biofilmes Infecção hospitalar Diálise renal Proteômica Eletrocatálise |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Biofilmes | C | contaminação | eletrofotocatálise | orthopsilosis | parapsilosis | proteômica | Micologia |
Resumo
Esta proposta tem como pano de fundo a problemática das contaminações microbianas em sistemas de hemodiálise e a tentativa de circunscreve-la investigando agentes causadores e métodos de fotoeletrocatálise. As espécies do complexo C. parapsilosis podem ser encontradas nas mãos dos profissionais de saúde, resultando em infecções hospitalares subsequentes associadas à manipulação de cateteres venosos centrais. Além disso, C. parapsilosis tende a crescer como biofilme em dispositivos médicos, relacionando-se diretamente com doença clinicamente significativa, sendo identificados como fatores de risco adicionais o uso de antibióticos, a colonização prévia em diferentes sítios anatomicos, hemodiálise e uso de cateter venoso central. Uma das consequências mais importantes do modo de crescimento em biofilme é a marcada resistência para grande número de agentes antimicrobianos. Várias razões podem explicar a redução da sensibilidade dos micro-organismos dentro de um biofilme: (a) redução ao acesso de um desinfetante/biocida às células dentro do biofilme; (b) interação química entre o desinfetante/biocida e o biofilme em si; (c) modulação do microambiente; (d) produção de enzimas de degradação e/ou produtos de neutralização; (e) troca genética entre as células de um biofilme. Em estudo anterior foi verificado que em águas coletadas em um centro paulista de hemodiálise, leveduras identificadas fenotípicamente como C. parapsilosis (100 isolados), foram recuperados a partir de coletas de águas de rede de abastecimento (8), pós-osmose reversa (7), reservatório da osmose reversa (6), salas de diálise I (8), II (14) e III (12), entrada de máquinas (41) e sistema de reuso (4). Assim, na continuação deste estudo prévio pretende-se avaliar as bases moleculares envolvidas na capacidade ou não de formação de biofilme de isolados ambientais de C. parapsilosis e C. orthopsilosis, bem como contribuir para o estudo de sistemas de tratamento de águas de uso terapêutico, aplicando técnicas de fotoeletrocatálise. Esta se justifica pela busca por sistemas mais efetivos, capazes de inativar todos os micro-organismos porventura presentes no intuito de fornecer uma água livre de subprodutos. Dentro deste contexto, seria altamente relevante o estudo da aplicação de eletrodos de nanotubos de TiO2 sem e com dopagem com prata na degradação fotoeletrocatalítica de leveduras. Os resultados poderiam contribuir significativamente para o desenvolvimento de novas tecnologias destrutivas para fungos e descontaminação de águas ajudando na resolução ou fornecendo alternativas para a solução dos problemas ambientais e de saúde. (AU)
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