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Avaliação dos níveis plasmáticos de proteína C reativa, interleucinas e marcadores de aterosclerose subclínica em pacientes com depressão unipolar refratária ou transtorno afetivo bipolar

Resumo

A depressão maior (DM) pode aumentar em até seis vezes a mortalidade por infarto agudo do miocárdio, (IAM) em pacientes com doença coronária estabelecida e em 4,5 vezes o risco de desfechos primários como IAM fatal e não fatal. A elevação dos níveis plasmáticos de ACTH e cortisol, das citocinas inflamatórias interleucina 6 (IL6), interleucina 1 (IL1) e fator de necrose tumoral ± (TNF±), de moléculas de adesão e proteínas de fase aguda como a proteína C reativa tem sido observadas. Tais achados sugerem que a DM é acompanhada de intensa resposta inflamatória e esta pode estar envolvida na fisiopatologia dos eventos cardiovasculares observada nos pacientes deprimidos, uma vez que a inflamação é um epifenômeno da doença coronária. O mesmo perfil inflamatório tem sido observado nos pacientes com transtorno afetivo bipolar (TAB) cuja mortalidade cardiovascular é duas vezes maior do que a observada na população geral. Deste modo, o objetivo do presente estudo é examinar os níveis de proteína C reativa ultrassensível, citocinas inflamatórias (IL1, IL6, TNF ±), perfil lipídico e fatores de risco convencionais para doença arterial coronária em pacientes com DM refratária ao tratamento clínico e em portadores de TAB e compara-los aos controles não deprimidos de acordo com a faixa etária. Juntamente com o perfil inflamatório será estimada a presença de aterosclerose subclínica avaliada através do escore de cálcio obtido pela tomografía de tórax; da relação íntima-média de carótidas e do índice tornozelo braquial. Será estudado também o polimorfismo longo e curto do gene transportador de serotonina (5-HTTLPR), a substituição Val66Met do gene do fator neurotrófico cerebral (BDNF) envolvidos na DM e genes relacionados à síntese de mediadores inflamatórios. Nossa hipótese é que os pacientes com DM refratária ou TAB apresentam maior incidência aterosclerose subclínica quando comparados à controles da mesma faixa etária e o controle dos fatores de risco deve ser implementado precocemente. (AU)

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