Busca avançada
Ano de início
Entree

Avaliação da ingestão dietética de antioxidantes e estresse oxidativo em indivíduos portadores de síndrome metabólica

Processo: 11/08373-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2012 - 30 de abril de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Camila Renata Corrêa
Beneficiário:Camila Renata Corrêa
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Pesq. associados:Ana Lucia do Anjos Ferreira ; Celia Regina Nogueira ; Vania dos Santos Nunes Nogueira
Assunto(s):Doenças metabólicas  Hábitos alimentares  Estresse oxidativo  Espécies de oxigênio reativas  Antioxidantes 

Resumo

A obesidade e o sobrepeso estão associados com um grupo de doenças metabólicas e vasculares que foi originalmente descrita por Reaven, como Síndrome Metabólica (SM). É caracterizada pela resistência à insulina, hiperglicemia, dislipidemia, obesidade abdominal e hipertensão arterial. Estima-se que essa síndrome atinja uma percentagem substancial da população entre a quarta e a quinta década de vida. Dentre os fatores que caracterizam a SM, a obesidade abdominal exerce um papel inicial no desenvolvimento dessa doença; com o aumento da ingestão calórica, ocorre a hipertrofia dos adipócitos, favorecendo a liberação de espécies reativas de oxigênio, levando a um estado de estresse oxidativo. O sistema de defesa antioxidante é constituído por vários componentes, dentre eles os carotenóides, que são consumidos dieteticamente, oriundos de frutas e vegetais. A literatura relata que portadores de síndrome metabólica possuem uma deficiência no consumo de alimentos ricos em antioxidantes, apresentando níveis séricos baixos. Por outro lado, é descrito que as vitaminas circulantes podem estar diminuídas por estarem sendo consumidas pelas espécies reativas de oxigênio que são constantemente liberadas nessa doença. Sendo assim, uma investigação com adequação no hábito alimentar poderia ser um dos componentes no tratamento da doença. Frente ao exposto, podemos notar que o hábito alimentar pode estar relacionado com o estado oxidativo desses pacientes. Vários métodos são utilizados para avaliar a lesão oxidativa. Destacam-se as seguintes aferições individualizadas: oxidação das bases do DNA (teste do Cometa), oxidação lipídica (concentração de malondialdeído, nível de isoprostano) e oxidação de proteínas (Carbonilação, Nitração). O objetivo do presente trabalho será avaliar, em pacientes com síndrome metabólica, o consumo de antioxidantes e a associação com indicadores de estresse oxidativo. Para isso, serão avaliados 30 indivíduos portadores de síndrome Metabólica, acompanhados no ambulatório de Endocrinologia do Departamento de Clínica Médica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP, Botucatu, SP, conduzido pela Dra Célia Regina Nogueira e 30 voluntários saudáveis. O diagnóstico de síndrome metabólica será realizado segundo a International Diabetes Federation - IDF. Serão excluídos do estudo os pacientes que apresentarem alcoolismo, usuários de suplementos antioxidantes nos sessenta dias prévios ao estudo, parâmetros hematológicos e albumina alterados, alterações nas funções hepática e renal, neoplasias, tabagistas, os que fazem uso de estatina e os portadores de diabetes já estabelecida. Serão realizadas: avaliação antropométrica (peso, estatura, circunferência abdominal); avaliação da ingestão alimentar (registro de 3 dias); dosagens plasmáticas: glicemia de jejum, triglicerídios, colesterol total e frações, funções renais e hepáticas, hemograma; capacidade total antioxidante (TAP); ensaio cometa (DNA); antioxidantes exógenos (carotenoides, retinol e tocoferóis); dosagens de leptina e adiponectina. (AU)