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Classe social e valor na teoria social contemporânea

Processo: 11/23506-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de maio de 2012 - 31 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Henrique José Domiciano Amorim
Beneficiário:Henrique José Domiciano Amorim
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Auxílios(s) vinculado(s):14/25211-7 - Classes e lutas classes: novos questionamentos, PUB.LVR.BR
Bolsa(s) vinculada(s):15/26867-6 - Gerência e divisão do trabalho imaterial: um estudo sobre a organização do trabalho no contexto das novas tecnologias da informação e comunicação, BP.IC
15/02070-1 - Trabalho imaterial precarizado? uma pesquisa sobre as condições de trabalho em empresas de tecnologia, BP.IC
14/27238-0 - O trabalho imaterial e as novas tecnologias da informação e comunicação: uma análise sobre as novas formas de exploração capitalista, BP.MS
12/13175-0 - Classes e estratificação social na sociologia brasileira: uma análise da produção bibliográfica na década de 1980, BP.IC
12/15297-6 - Classes e estratificação social na sociologia brasileira: uma análise da produção bibliográfica na década de 1990, BP.IC
Assunto(s):Grupos sociais  Estratificação social  Tecnologia da informação  Classe social 

Resumo

Nos últimos 40 anos os conceitos classe social e de valor foram debatidos por várias correntes da teoria social. A partir dos anos 1970, as teses sobre a constituição de uma sociedade pós-industrial, pós-materialista ou de serviços foram erigidas em contraposição às teses que fundamentavam a manifestação de sociedades industriais, balizadas, sobretudo, na concepção de classe e de trabalho industrial, isto é, no chamado paradigma produtivo. Se, por um lado, as críticas ao paradigma produtivo foram válidas no sentido de apontar uma concepção reduzida de trabalho, de classe social e de valor, e, por conseguinte, a necessidade de sua superação, por outro, seu aporte teórico tomou, por objeto de crítica, concepções marxistas deterministas que caracterizavam a produção industrial como fundamento único dos processos sociais (sejam eles políticos, culturais, étnicos, simbólicos ou econômicos). A equação se verificava, assim, na indicação de que, até os anos 1970, as sociedades capitalistas seriam determinadas predominantemente pela produção fabril. No entanto, após os acontecimentos históricos presentes nessa década, tal determinação teria sido superada e com ela toda a tradição analítica marxista. As sociologias, brasileira e internacional, contemporâneas desenvolveram, nessas quatro últimas décadas, um material bibliográfico significativo em relação à questão das clivagens sociais, do processo de valorização de capitais e do significado do trabalho nas sociedades capitalistas contemporâneas. Nesse sentido, realizar uma análise e sistematização substantivas das teorias que se serviram da validade ou não da tese do "fim das classes sociais" e da tese do "fim do valor" baseando-nos, sobretudo, em um levantamento e um mapeamento bibliográficos críticos, nos parece central. (AU)