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Desenvolvimento e validação de um teste para a trissomia do cromossomo 21 através da análise de ácidos nucléicos no plasma materno por sequenciamento de última geração

Processo: 12/01165-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2012 - 30 de abril de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:José Eduardo Levi
Beneficiário:José Eduardo Levi
Instituição-sede: Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Mario Henrique Burlacchini de Carvalho ; Renata Moscolini Romão
Assunto(s):Doenças genéticas  Síndrome de Down  Sequenciamento de nucleotídeos em larga escala  Polimorfismo de um único nucleotídeo  Alelos 

Resumo

A detecção precoce e não-invasiva de doenças genéticas é há muitos anos o objetivo de intensas pesquisas da área da medicina fetal. Entre as síndromes genéticas fetais, a de maior frequência global é a síndrome de Down, em sua maior parte provocada pela presença de uma cópia extra do cromossomo 21. Nos últimos 10 anos houve uma revolução na medicina fetal através da descoberta dos ácidos nucléicos fetais circulantes no plasma materno, e a demonstração de muitas possibilidades de análises dos mesmos. Diferenças qualitativas, através da pesquisa de mutações pontuais associadas a determinadas patologias com base genética conhecida, já se mostraram factíveis e foram usadas em casos clínicos de rotina em alguns países. No entanto, a diferenciação quantitativa dos ácidos nucléicos plasmáticos é mais complexa, por não se distinguir o que é DNA materno do fetal. Diversas estratégias foram propostas, entre estas, a quantificação de alelos fetais em heterozigose. Tal abordagem requer a segregação de material genético materno e fetal, e isso foi obtido engenhosamente pela identificação de genes exclusivamente expressos pela placenta, e cujos RNAs estivessem presentes em níveis razoáveis e de forma universal no plasma de mulheres grávidas. Em trabalho prévio recém concluído, nosso grupo identificou SNPs em alguns destes genes expressos pela placenta, em 200 amostras de indivíduos brasileiros. Nossa proposta é utilizar estas informações para desenvolver um teste para a trissomia do cromossomo 21 através da quantificação destes SNPs após RT-PCR de mRNA obtido do plasma materno em fase precoce da gravidez, e posterior sequenciamento de última geração, que garantirá a precisão da metodologia, além de permitir a análise simultânea de um número razoável de amostras. Já temos um grupo valioso de 139 amostras colhidas de gestantes que foram submetidas a procedimento invasivo para a realização de cariótipo, entre as quais algumas com confirmação da trissomia do cromossomo 21. Temos armazenadas amostras de plasma e líquido amniótico, que servirão para validar, através de estudo cego, a metodologia aqui proposta. (AU)