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Sentir, escrever e governar: a prática epistolar e as cartas de D. Luís de Almeida, 2.º Marquês do Lavradio (1768 - 1779)

Resumo

Esta tese versa sobre a prática de escrita de cartas na época moderna, sobretudo no século XVIII, incluindo-se a carta como objeto de estudo, ao se considerar seu sentido, produção, marca de sociabilidade, aspecto materiais, espaço de trocas de sensibilidades e dispositivo da prática de governar. Para isso, analisamos alguns manuais modernos de escrita de carta e de secretário. Ao se estudar a prática epistolar, criou-se o conceito de sensação de fala e sensação de escuta, para pensar a carta enquanto portadora da voz do remetente, despertando no destinatário a audição, ativada pela conexão entre os sentidos questão que também considerou a circularidade da carta entre os espaços de sociabilidade e manifestação da sensível. Assim, depois de pensar a carta em categorias teóricas, estudamos a correspondência de D. Luís de Almeida, o segundo Marquês do Lavradio, vice-rei do Brasil. As instituições que abrigam a correspondência que formou o principal corpus da tese são: em Portugal, BN, AHU e ACL; no Brasil, AN e BN. O corpus foi estudado pormenorizadamente reunindo informações quantitativas e qualitativas. Por fim, o estudo analisou ainda o conteúdo das cartas, para pensar o governo colonial regido através delas, refletindo sobre os diferentes papéis sociais ocupados por D. Luís de Almeida, a atuação do vice-rei e suas problemáticas de governo e as estratégias utilizadas para impedir a má reputação social diante da perda do território. (AU)

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