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A evolução de padrões osmorregulatórios e de mecanismos de transporte iônico branquial nos crustáceos decápodes: uma revisão

Processo: 12/06620-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de junho de 2012 - 30 de novembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:John Campbell McNamara
Beneficiário:John Campbell McNamara
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Adaptação fisiológica  Equilíbrio hidroeletrolítico  Transporte de íons  Brânquias  Crustacea  Decapoda 

Resumo

Os crustáceos decápodes exibem uma ampla diversidade de padrões e capacidades osmorregulatórios, desde conformadores marinhos a hiperreguladores em águas doce e salobra, além de formas terrestres hiporreguladoras. Os principais mecanismos branquiais do transporte de sal que subsidiam a capacidade dos táxons fisiologicamente melhor conhecidos a ocuparem seus distintos nichos osmóticos são aqui examinados. O pensamento tradicional sugere que uma série gradual de mecanismos adaptativos poderia ter levado à ocupação de nichos osmóticos cada vez mais diluídos, culminando na conquista da água doce e de terra firme. Contudo, quando habitat e parâmetros osmorregulatórios são analisados quantitativamente sob a luz da filogenia dos táxons em análise, como ilustrado aqui por um clado de camarões palaemonídeos, tal associação torna-se questionável e verdadeira somente em certos casos. Propusemos, ainda, uma possível evolução para o arranjo de transportadores e bombas iônicas no epitélio branquial em um clado de caranguejos eubraquiúros cujas linhagens ocupam distintos nichos osmóticos. Pela inclusão da sistemática desses grupos seletos, essa revisão incorpora a noção de uma escala de tempo dilatado, aqui denominada de 'filofisiologia', o que permite a apreciação das possíveis transformações osmorregulatórias e dos processos evolutivos subjacentes. Tal abordagem assume que as espécies são temporalmente conectadas, um fator que pode promover estruturação filogenética, algo que deve ser considerada em estudos comparados. Futuros modelos experimentais em fisiologia osmorregulatória dos Decapoda devem contemplar as relações filogenéticas entre táxons previamente selecionados para melhor compreender as transformações fisiológicas que surgiram durante a evolução desse grupo. (AU)

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