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Metodologias de coleta reticular, omasal e abomasal para avaliação da biohidrogenação ruminal e fluxo intestinal de ácidos graxos em vacas leiteiras

Processo: 12/01841-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2014
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Nutrição e Alimentação Animal
Pesquisador responsável:Francisco Palma Rennó
Beneficiário:Francisco Palma Rennó
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:José Esler de Freitas Júnior ; Taissa de Souza Canaes
Assunto(s):Bovinocultura leiteira  Digestibilidade  Gorduras na dieta  Ácidos graxos insaturados 

Resumo

O conhecimento das mudanças dos locais de digestão dos nutrientes pode explicar diferenças encontradas no desempenho, e metabolismo digestivo dos nutrientes nos ruminantes. As fistulas permitem o acesso ao lúmen do trato digestivo para coleta da digesta e para a difusão de nutrientes que são indicadores para monitorar dos aspectos químicos (hidrólise e síntese) e físicos (fluxo) da digestão. Tradicionalmente, o principal método utilizado para estimar o fluxo luminal consiste na fistula do tipo "T" com amostragem duodenal ou abomasal. Os métodos para mensurar o fluxo de nutrientes dentro do trato digestorio, ate pouco tempo, eram limitados a utilização de animais fistulados no omaso, abomaso ou duodeno. Poucas pesquisas foram desenvolvidas mensurando o fluxo da digesta sem a fistulação pós-ruminal envolvendo o metabolismo de gordura. Isso por que, o processo de digestão de lipídeos em ruminantes pode considerado um dos mais complexos sendo resumido por duas principais etapas, a lipólise e biohidrogenação de ácidos graxos insaturados. O segundo pode sofrer variações dependo do sitio de coleta. No entanto, a cinética ruminal do processo de digestão de lipídeos, resumida nestes dois processos, tem sido objeto de estudo por vários anos. A biohidrogenação pode ser considerada processo de autodefesa dos microrganismos ruminais, que convertem ácidos graxos insaturados (C18:2 e C18:3) em ácidos graxos saturados, menos tóxicos à população microbiana ruminal. Além disso, esse processo reduz o fluxo intestinal de ácidos graxos poliinsaturados para duodeno e contribui para o acúmulo de isômeros do CLA, cis e trans, em produtos derivados de ruminantes. Alguns pesquisadores têm procurado alternativas apropriadas para estimar o fluxo ruminal de ácidos graxos e propuseram um método de amostragem reticular e omasal para estimar o fluxo de ácidos graxos da digesta ruminal. Em estudos mais recentes tem sido avaliado um método de amostragem reticular em substituição a amostragem omasal, considerando que para a coleta da digesta omasal e necessária a utilização de equipamentos mais sofisticados. O presente experimento será conduzido com o objetivo de avaliar metodologias de coleta reticular, omasal e abomasal para avaliação da biohidrogenação ruminal e fluxo intestinal de ácidos graxos em vacas leiteiras. Também, serão avaliados os efeitos das diferentes fontes de gordura dietética sobre a biohidrogenação ruminal e fluxo intestinal de ácidos graxos, fermentação ruminal, consumo e digestibilidade aparente total da matéria seca e nutrientes. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
FREITAS JUNIOR, JOSE E.; BETTERO, VITOR P.; ZANFERARI, FILIPE; DEL VALLE, TIAGO A.; DE PAIVA, PABLO G.; DE JESUS, ELMESON FERREIRA; TAKIYA, CAIO S.; LEITE, LAUDI C.; DIAS, MARCIA; RENNO, FRANCISCO P. Ruminal fatty acid outflow in dry cows fed different sources of linoleic acid: reticulum and omasum as alternative sampling sites to abomasum. ARCHIVES OF ANIMAL NUTRITION, v. 73, n. 3, p. 171-193, MAY 4 2019. Citações Web of Science: 0.

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