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Impacto de diferentes patologias da comunicação na memória operacional

Processo: 11/24127-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Pesquisador responsável:Débora Maria Befi-Lopes
Beneficiário:Débora Maria Befi-Lopes
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Ana Manhani Cáceres Assenço
Assunto(s):Desenvolvimento da linguagem  Memória de curto prazo  Transtornos da linguagem  Gagueira  Comunicação humana 

Resumo

O termo memória operacional faz referência a um sistema que processa em tempo real as informações necessárias para a execução de alguma tarefa complexa. Sua capacidade é limitada, pois há uma restrição na quantidade de informações com as quais é capaz de lidar a cada processamento, além de manter relação direta com a aquisição e a compreensão da linguagem. Atualmente, muito se discute acerca da memória operacional e o estudo do funcionamento desta em diferentes patologias indica resultados promissores para o avanço em tal área. Como exemplos podemos mencionar que nos indivíduos com DEL, a memória fonológica frequentemente está prejudicada e é apontada como uma possível marca clínica da patologia. Em crianças com transtorno fonológico, estudos recentes indicam que a memória operacional pode estar prejudicada e se correlacionar de forma positiva severidade do quadro. Em crianças gagas há também evidências de prejuízo nas tarefas que envolvem a memória operacional, com aumento do número de erros com o aumento da exigência dos estímulos. Com base nas informações obtidas na revisão da literatura internacional, nota-se que diversos estudos foram empreendidos com o intuito de determinar o funcionamento da memória operacional em indivíduos com patologias distintas, porém pouco se sabe acerca do impacto que a língua pode determinar neste desenvolvimento. Desta forma, o objetivo principal desta pesquisa é caracterizar e comparar o desempenho em memória operacional visual e verbal de crianças falantes do Português Brasileiro divididas em quatro grupos distintos: com distúrbio específico de linguagem, com transtorno fonológico, com gagueira e em desenvolvimento normal. A hipótese central formulada é que o grupo com distúrbio específico de linguagem terá o pior desempenho, sendo seguido pelo grupo com transtorno fonológico. Já o grupo gagueira terá desempenho abaixo apenas do grupo em desenvolvimento normal de linguagem. (AU)