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Avaliação do nicho endostal hematopoético em camundongos submetidos à desnutrição protéica

Resumo

A deficiência nutricional é tradicionalmente classificada de acordo com a origem em primária, quando a causa é a ingestão inadequada ou desordens gastrointestinais e em secundária, quando há outros fatores associados. A deficiência proteica-energética (PEM) é a forma mais comum importante de desnutrição, principalmente, em países em desenvolvimento. O termo PEM é utilizado para descrever uma série de condições clínicas que incluem o Kwashiorkor (caracterizado pela presença de edema) e o Marasmus (caracterizado por severa perda muscular) e o estado intermediário Kwashiorkor-marasmático. PEM predispõe à infecção, interfere em vários processos fisiológicos, incluindo a hematopoese, promovendo anemia, leucopenia e alterações da medula óssea. Nosso grupo já reportou previamente que camundongos desnutridos apresentam aumento do depósito de fibronectina, principalmente, nos sítios endostal/paratrabecular do esterno e maior depósito de laminina nos sítios perisinusoidal quando comparados aos animais controles. Foram verificadas ativação das células endostais e hiperplasia, sugerindo a participação desta região no processo hematopoético. O endósteo é a interface entre o osso e a medula óssea e contém um grupo heterogêneo de osteoblastos em vários estágios de diferenciação e osteoclastos que dinamicamente controlam a formação óssea. O nicho endostal funciona como reservatório das células tronco progenitoras hematopoéticas (CTPH) em quiescência. Considerando-se que a PEM promove alterações estruturais da medula óssea, depleção das CTPH e modificações na maturação celular, nosso objetivo é avaliar os efeitos da PEM sob o nicho endostal. Para isso, a densidade óssea será avaliada utilizando-se equipamento de raio-X. As células endostais serão analisadas por imunofluorescência (osteopontina) e imunohistoquímica (osteonectina, osteocalcina, colágeno tipo I, fosfatase alcalina, RANK, RANK-L e osteoprotegerina). As células endostais serão removidas da cavidade femoral e caracterizadas por citometria de fluxo. A expressão gênica e proteica de osteopontina, osteonectina, osteocalcina, colágeno tipo I, fosfatase alcalina, osterix e Runx2) serão realizadas por técnica de PCR em tempo real e Western blot, ex vivo e após cultura celular. (AU)

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