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Crítica à Economia Política do Desenvolvimento e do Espaço

Processo: 12/04732-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de junho de 2012 - 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Anselmo Alfredo
Beneficiário:Anselmo Alfredo
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Revolução Industrial  Centro-Oeste paulista  Modernização  Geografia econômica 

Resumo

RESUMO Crítica à Economia Política do Desenvolvimento e do Espaço aborda a compreensão crítica da modernização sob a perspectiva do capitalismo periférico. Nesse sentido, a análise se coloca seguindo o argumento de que a modernização se faz numa divisão entre centro e periferia, que se efetiva sob as determinações modernas da simultaneidade. Isto implica dizer que centro e periferia são polos contraditórios de uma só unidade, ou seja, não se constituem como formas sociais de ser do capital que resguardam um desnível temporal, ao contrário, a formação do centro é imediatamente a formação de sua periferia que, contudo, aparece como atrasada em relação ao centro. Tal simultaneidade, negatividade da distinção temporal, é o espaço enquanto método de análise. Se o tempo é a forma de aparência do espaço, enquanto forma de ser do real e método a adequar-se a esta compreensão temporal da modernização é a forma fetichista de consciência do processo capital. A explanação desta questão metodológica é o que se faz como conteúdo da introdução.A partir daí deriva-se para a forma de pensamento científico que este fetichismo temporal teria constituído na periferia do sistema capitalismo, no que diz respeito à sociologia, à geografia e à economia, especialmente nos anos 30 e 50, pois que constituem o prelúdio da modernização industrial no Brasil. A crítica reconhece a formação de um pensamento que almeja a industrialização e as categorias do capital compondo os termos de uma leitura desenvolvimentista sobre o Brasil e de uma economia política e não uma crítica a esta. Sob a compreensão da simultaneidade, entretanto, observa-se que a periferia é nem mais, nem menos moderna que o centro, mas se constitui numa forma negativa de ser do capital, sendo o negativo e o positivo, a totalidade contraditória do capital. Se a economia e outras ciências esperavam a industrialização brasileira como superação das contradições do capital, não observaram que a sua realidade agrária foi forma de ser da industrialização pois é o tempo social médio mundial, determinado pela industrialização que definia a forma de ser desta como produção agrícola na periferia. Ou seja, negativamente a industrialização na periferia era uma simultaneidade em relação à do centro.Para isso, analisam-se dados da industrialização de São Paulo dos anos 30, composta, tal análise, com dados também originais da economia Norte Americana do pós II Guerra Mundial, de modo que se expressa a assim chamada industrialização de São Paulo resultada da crise de superprodução do capitalismo Norte Americano, de modo que a expectativa de industrialização nacional brasileira, posta sob o tempo, não observava que centro e periferia eram já uma simultaneidade da crise. Isto é o que compõe o segundo momento do livro.Diante desta forma particular de ser da contradição centro periferia, observa-se que a cisão campo cidade no oeste paulista dos anos 50, pós crise do café, é a formação de núcleos urbanos para dinamizar um trabalho familiar no campo. Isto constitui os aspectos simultâneos, em relação ao centro, de uma industrialização mundial que, na periferia, se faz como o que chamo de industrialização negativa. Tais aspectos também são fundados em pesquisa empírica original, sobre o loteamento das antigas fazendas de café no oeste paulista, que se realizou na documentação da Companhia Agrícola de Colonização (CAIC). Tal conteúdo compõe o terceiro e último momento do livro. (AU)