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Efeito do tratamento com niacina sobre o metabolismo do HDL e a função endotelial em pacientes com HDL baixo com ou sem hipertrigliceridemia

Processo: 11/20300-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2012 - 30 de junho de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Andrei Carvalho Sposito
Beneficiário:Andrei Carvalho Sposito
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Cardiologia  Aterosclerose  Metabolismo dos lipídeos  Dislipidemias  Lipoproteínas LDL  Lipoproteínas HDL  Ácidos nicotínicos  Niacina  Óxido nítrico 

Resumo

Estima-se que exista mundialmente cerca de 200 milhões de pessoas com manifestação aguda ou crônica da aterosclerose. Apesar do benefício inquestionável da redução dos níveis plasmáticos da Lipoproteína de Baixa densidade (LDL), mesmo em indivíduos que atingem níveis ótimos de redução, um risco residual de 55% persiste neste grupo de pacientes. Em paralelo, a dislipidemia mais frequentemente encontrada em indivíduos com doença aterosclerótica é a redução dos níveis plasmáticos da Lipoproteína de Alta Densidade (HDL), ou simplesmente hipoalfalipoproteinemia. A HDL tem sido consistentemente associada à proteção contra a aterogênese em estudos epidemiológicos, translacionais e em modelos animais. Enquanto nos indivíduos com hipertrigliceridemia, o catabolismo acentuado da HDL seja a causa mais proeminente, naqueles sem hipertrigliceridemia a síntese deficiente de HDL é a causa principal. Com base nessas premissas, a elevação da HDL plasmática tem sido buscada como possibilidade para atenuar o risco residual. No entanto, resultados contraditórios têm sido observados nos estudos que utilizaram medicações para elevar a HDL, entre eles o ácido nicotínico (niacina ou vitamina B3). Entre as possibilidades para a divergência dos resultados desses estudos clínicos, se sobressai a inclusão de pacientes com distintas fisiopatogenias e, por consequência, distintas naturezas de associação com a aterogênese e resposta às terapias empregadas. De fato, as hipoalfalipoproteinemias com e sem hipertrigliceridemia associada apresentam fisiopatogenias, aterogenicidade e resposta à niacina ou fibratos distintas. Em consistência com essa hipótese, subanálises dos estudos supracitados considerando exclusivamente os pacientes com hipoalfalipoproteinemia associada ao aumento dos triglicérides (TG) demonstram benefício clínico com o tratamento medicamentoso. No presente estudo, avaliaremos a resposta de pacientes com hipoalfalipoproteinemia, com ou sem aumento do TG, ao tratamento com niacina. Avaliaremos o efeito do tratamento sobre as mudanças funcionais e fenotípicas da HDL e o impacto sobre a atividade inflamatória sistêmica, o conteúdo plasmático de óxido nítrico e vasodilatação endotélio-dependente. (AU)