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Pesquisa da infecção natural em gatos e flebotomíneos por Leishmania infantum (Syn. Leishmania chagasi) e Leishmania (Viannia) braziliensis procedentes do Bosque Municipal de Marília - SP

Processo: 12/02800-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 31 de julho de 2014
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Simone Baldini Lucheis
Beneficiário:Simone Baldini Lucheis
Instituição-sede: Departamento de Descentralização do Desenvolvimento (APTA Regional). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Zoonoses  Leishmaniose visceral animal  Leishmaniose tegumentar difusa  Gatos 

Resumo

Leishmania infantum (syn. L. chagasi) é o agente causador da Leishmaniose Visceral (LV) no Novo Mundo, com áreas endêmicas que se estendem do Sul dos EUA ao norte da Argentina. As leishmanioses assumem grande importância em saúde pública por sua natureza zoonótica e, atualmente, vêm apresentando crescente disseminação nas diferentes regiões do Brasil, em especial no Estado de São Paulo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a LV é uma das sete endemias mundiais, expondo ao risco de infecção um a dois milhões de pessoas no mundo. No Brasil, a Leishmaniose Tegumentar (LT) tem sido assinalada em praticamente todos os Estados e vem crescendo progressivamente nos últimos 20 anos, ocorrendo surtos em todas as regiões do país. Apesar dos registros de ocorrências de infecções esporádicas de leishmaniose felina (LF), são necessários mais estudos para se considerar os felinos como reservatórios importantes nas leishmanioses. Estes animais quase não apresentam sinais clínicos, mesmo estando infectados, constituindo-se em importantes fontes de infecção para outros animais domésticos, o homem ou vice-versa. Tendo em vista a inespecificidade dos achados clínicos da LF, à semelhança com algumas enfermidades muito comuns em gatos como a leucemia felina (FIV), síndrome da imunodeficiência felina (FELV), algumas infecções como histoplasmose, esporotricose e criptococose e, portanto, a dificuldade em se estabelecer o diagnóstico definitivo da LF, esta zoonose deve ser incluída nas suspeitas clínicas de gatos que apresentem lesões cutâneas compatíveis e/ou habitem áreas endêmicas para leishmanioses canina e humana. No presente estudo, serão utilizados 50 gatos procedentes do Bosque Municipal de Marília, como medida de vigilância epidemiológica, tendo em vista a atual detecção de flebotomíneos no Bosque Municipal, a grande concentração de gatos e transeuntes no local e a um caso autóctone recém- registrado de leishmaniose visceral humana, propusemo-nos a investigar a infecção por leishmaniose visceral e cutânea nestes gatos, para que medidas de controle realizadas nos programas de vigilância não sejam negligenciadas, associadas à investigação diagnóstica específica pela captura e identificação de flebotomíneos através de armadilhas colocadas no Bosque; prova da Precipitina para identificação do hábito alimentar dos flebotomíneos capturados e cultura do conteúdo intestinal dos mesmos; busca de anticorpos anti-Leishmania, com a utilização da Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) para Leishmania infantum (syn. L. chagasi) e Leishmania (Viannia) braziliensis; teste de ELISA e Reação em Cadeia pela Polimerase para Leishmania infantum (syn. L. chagasi) e Leishmania (Viannia) braziliensis a partir das amostras de sangue dos gatos e do conteúdo intestinal dos flebotomíneos capturados. (AU)