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Controle da frequência cardíaca como estratégia terapêutica adicional em pacientes com insuficiência cardíaca descompensada

Processo: 12/06163-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2012 - 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Edimar Alcides Bocchi
Beneficiário:Edimar Alcides Bocchi
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Marco Stephan Lofrano Alves
Assunto(s):Cardiologia  Insuficiência cardíaca  Frequência cardíaca  Antagonistas adrenérgicos beta  Hemodinâmica 

Resumo

A hiperatividade simpática e o conseqüente aumento da frequência cardíaca (FC) são respostas adaptativas do sistema neuro-hormonal ao baixo débito cardíaco em pacientes com insuficiência cardíaca (IC). Entretanto, a elevação excessiva da FC pode se tornar inapropriada nestes pacientes, aumentando a demanda miocárdica por oxigênio e diminuindo o tempo de enchimento diastólico, podendo levar à deterioração hemodinâmica, disfunção ventricular e piora clínica. Estudos demonstram que a frequência cardíaca (FC) elevada é um fator prognóstico independente de pior sobrevida na IC. Subanálises de grandes estudos clínicos utilizando betabloqueadores (BBs) demonstram que o adequado controle da FC correlacionou-se com um melhor desfecho em pacientes com IC crônica estável. Entretanto, a utilização de BBs em pacientes com IC descompensada (ICD) é limitada devido aos efeitos inotrópico negativo e hipotensor destes fármacos. Estudos clínicos recentes demonstram que o controle da FC através da utilização de uma nova classe de fármacos denominados inibidores da corrente funny ou I(f) mostrou-se seguro e melhorou a sobrevida de pacientes portadores de IC crônica estável com disfunção sistólica. Comparativamente aos BBs, o bloqueio da I(f) possui a vantagem de apresentar um efeito cronotrópico negativo "puro", sem efeitos sobre a contratilidade miocárdica ou na resistência vascular periférica. Apesar da inibição da I(f) ter sido validada como uma opção terapêutica em pacientes com IC estável, não há estudos disponíveis sobre esta estratégia em pacientes com ICD até o momento. Propomos a hipótese de que o controle da FC através da inibição da I(f) pode contribuir para a melhora de parâmetros clínicos, hemodinâmicos e neuro-hormonais de pacientes com ICD e apresenta potencial para constituir uma nova modalidade terapêutica nesta área. Assim, apresentamos um estudo prospectivo, randomizado, duplo cego e controlado com placebo desenhado especificamente para testar esta hipótese. (AU)

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