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Harold Lisle Gibbs | Ohio State University - Estados Unidos

Processo: 05/01793-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 07 de novembro de 2005 - 19 de novembro de 2005
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Animal
Pesquisador responsável:Pedro Manoel Galetti Junior
Beneficiário:Pedro Manoel Galetti Junior
Pesquisador visitante: Harold Lisle Gibbs
Inst. do pesquisador visitante: Ohio State University, Estados Unidos
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Aves  Passeriformes 

Resumo

Nos últimos anos, têm sido descritos vários casos de estruturação em populações naturais de aves em escalas geográficas relativamente pequenas. Níveis substanciais de diferenciação genética entre populações de diferentes espécies de Passeriformes amazônicos separadas por distâncias que variaram de 350 a 1500 km foram encontrados dentro de áreas aparentemente contínuas. Além disso, o processo de seleção natural divergente ao longo de gradientes de habitats (como transições entre florestas secas e chuvosas ou entre floresta e savana), mesmo na ausência de isolamento geográfico significativo, tem demonstrado ser um fator bastante significativo para explicar a diversificação genética e morfológica dos vertebrados de ampla distribuição nos trópicos. A floresta Atlântica brasileira encontra-se entre os cinco principais hotspots do planeta, apresentando não apenas uma excepcional concentração de espécies, muitas delas endêmicas, mas também um alto grau de devastação. Este ecossistema foi originalmente uma das florestas de maior extensão latitudinal do mundo, cobrindo uma área de aproximadamente 1 milhão de km2. Como esperado para um ecossistema de tão ampla extensão, apresenta ao longo de sua distribuição variações climáticas e florísticas, podendo ser subdividida basicamente entre as florestas costeiras (ou floresta atlântica chuvosa) e as florestas semidecíduas (ou florestas tropicais sazonais). Apesar do avançado estágio de devastação, muito pouco se sabe sobre a estruturação genética das populações animais nesse ecossistema. Diante disso, o objetivo desta proposta é trazer como pesquisador visitante, para o Departamento de Genética e Evolução da UFSCar, o Dr. Harold Lisle Gibbs, um pesquisador internacionalmente reconhecido na área de genética de populações e genética da conservação de aves, envolvendo principalmente o uso de marcadores de microssatélites e DNA mitocondrial. Este tem prestado uma grande contribuição para o entendimento dos processos micro-evolutivos que levaram à diversificação das aves do continente norte americano e de outras regiões do globo. O referido pesquisador já tem participado ativamente de um projeto de doutorado já financiado pela FAPESP (Ref. Proc. FAPESP 01/12972-0) que tem como principal objetivo verificar a existência de estruturação populacional numa espécie de passeriforme, Chiroxiphia caudata (Aves, Pipridae), ao longo do último corredor contínuo restante da mata Atlântica. A contribuição do Dr. Gibbs foi decisiva para o isolamento de 11 loci de microssatélites para a espécie em estudo, que resultou numa publicação em conjunto no renomado periódico internacional Molecular Ecology Notes.Durante sua visita, o Dr. Gibbs irá participar da elaboração do desenho experimental de um novo projeto de pesquisa que será posteriormente submetido à FAPESP, que tem como principal objetivo comparar populações de diferentes espécies de aves presentes em áreas de floresta Atlântica semidecídua e costeira do Estado de São Paulo.Atendendo a nosso convite, o Dr. Gibbs também irá proferir três palestras na disciplina intitulada Genética da Conservação, oferecida pelo Programa de Pós-Graduação em Genética e Evolução da UFSCar. O Dr. Gibbs também é convidado pela Sociedade Brasileira de Genética para apresentar uma conferência e a participar de um simpósio sobre Genética da Conservação em Vertebrados, no 51º. Congresso Brasileiro de Genética. Permanecerá também por um período de uma semana no laboratório de Biodiversidade Molecular e Citogenética da UFSCar, trabalhando com os alunos e docentes compartilhando seus conhecimentos sobre genética da conservação, métodos de medidas da variação genética e uso potencial do código de barras utilizando-se o gene mitocondrial COI. (AU)

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