Resumo
O controle da ventilação em vertebrados é realizado com a participação de quimiorreceptores periféricos e centrais, sendo que estes últimos exercem um papel predominante. Os quimiorreceptores centrais respondem a alterações de C02/pH no Iíquor e estão localizados na superfície ventral do bulbo bem como em várias outras regiões do tronco encefálico: núcleo retrotrapezoide, rafe rostral bulbar, locus coeruleus e complexo pré-botzinger cujos neurônios também participam da ritmogênese respiratória. A ventilação e a quimiossensibilidade, assim como diversos parâmetros fisiológicos apresentam um ritmo circadiano que está estreitamente relacionado ao ciclo claro-escuro. Em vertebrados ectotérmicos, alterações em padrões fisiológicos e comportamentais são mais evidentes frente as diferentes estações do ano. A melatonina, hormônio produzido pela glândula pineal, devido ao seu padrão de secreção noturno, funciona como um sinalizador do dia e da noite, contribuindo de forma importante, através da sua relação com o núcleo supraquiasmático (oscilador circadiano) para a sincronização e a expressão de uma diversidade de ritmos biológicos. Estudos têm revelado a presença de receptores de melatonina nos corpos caróticos de ratos e sua participação na quimiossensibilidade periférica à hipercapnia e à hipóxia. Em vertebrados ectotérmicos, no entanto, nenhum estudo foi realizado relacionando este hormônio e as respostas ventilatórias durante a dormência e o período ativo. Dessa forma, o presente estudo tem o objetivo geral de pesquisar a participação de melatonina no controle central das respostas ventilatórias à hipóxia e à hipercapnia em ratos wistar e lagartos teiús (Tupinambis merianae), assim como sua influência sobre a ritmicidade respiratória em ratos. (AU)
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