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Martin Rotter | Institut Fur Physikalische Chemie - Universitat Wien - Áustria

Processo: 06/06516-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 29 de janeiro de 2007 - 23 de fevereiro de 2007
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica - Metalurgia Física
Pesquisador responsável:Cristina Bormio Nunes
Beneficiário:Cristina Bormio Nunes
Pesquisador visitante: Martin Rotter
Inst. do pesquisador visitante: University of Vienna, Áustria
Instituição-sede: Escola de Engenharia de Lorena (EEL). Universidade de São Paulo (USP). Lorena , SP, Brasil
Assunto(s):Dilatômetro  Ligas metálicas  Intercâmbio de pesquisadores 

Resumo

A presente proposta está ligada ao Auxílio Individual FAPESP registrado sob no. #04/09979-1. Solicitamos a vinda do pesquisador visitante Dr. Martin Rotter, da Universidade de Viena para nos orientar nos testes do dilatômetro, após a etapa de construção do suporte de amostras que estamos fazendo no momento. O dilatômetro foi adquirido no referido processo para realização de medidas de magnetostricção e expansão térmica. O Dr. Rotter foi quem projetou este dilatômetro em 1998 [1] quando era colaborador na Universidade Técnica de Viena. Nosso dilatômetro também foi construído nesta Universidade.Realizaremos também medidas de magnetostricção nas ligas Fe-X (X = V, Sn e Ti) e o Dr. Rotter irá nos auxiliar na interpretação dos dados e assegurar-nos a confiabilidade destes, pois o referido sistema é bastante sensível e pode-se incorrer em erros de medida caso seu funcionamento não seja perfeitamente entendido. A partir do ano 2000, foi descoberta uma nova classe de ligas cristalinas do sistema Fe-Ga que apresentam valores altos de magnetostricção de saturação (ls) em campos baixos com ótimas propriedades mecânicas, com uma magnetostricção na direção cristalográfica [100] da ordem de l100 = 400 ppm, em temperatura ambiente. A título de comparação o Fe puro apresenta l100 de 20 ppm, a liga Fe-15at%Al apresenta 140 ppm e a liga Fe-6,8at%Be 101 ppm. No entanto, ainda não é muito claro como a introdução de um elemento não magnético no Fe pode causar este aumento tão significativo da magnetostricção. Argumenta-se que a expansão da rede devido à entrada do Ga nos sítios do Fe (cúbico de corpo centrado) estaria atuando no sentido de favorecer o acoplamento spin-órbita, que tem pequena contribuição no ferro puro. É objetivo deste trabalho estudar o efeito da substituição do Fe por outros elementos ao invés do Ga e posteriormente comparar a magnetostricção destes materiais. Basicamente procura-se ligas que tenham alta solubilidade do elemento não magnético na fase A2 (ccc).As ligas de Fe1-xXx para 0,05 < x < 0,35 já foram produzidas por fusão a arco estas ligas já tem a microestrutura caracterizada. Nesta faixa de composição a fase A2 (Fe-a) está presente, a mesma fase que produz as altas magnetostricções nas ligas Fe-Ga. As ligas já foram caracterizadas por microscopia ótica, eletrônica de varredura e por difração de raios-X.Os alunos envolvidos serão treinados para operar o sistema de medidas.O Dr. Rotter também irá ministrar um curso de 10 h de duração sobre Fundamentos de Magnetostricção para os alunos de Iniciação Científica e de Pós Graduação, envolvidos na obtenção e caracterização destas ligas de Fe. O curso estará aberto a todos estudantes de pós-graduação que tiverem interesse no assunto. Divulgaremos na SBF a realização do curso para interessados de outras instituições.[1] M. Rotter, H. Muller, E. Gratz, M. Doerr and M. Loewenhaupt, “A new miniature capacitance dilatometer for thermal expansion and magnetostriction”, Rev. Sci. Instrum. 69 (1998) 2742-2746. (AU)