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Julia Issy Abrahao | Univ Brasilia/UNB - Brasil

Processo: 07/08570-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Brasil
Vigência: 01 de julho de 2008 - 30 de junho de 2009
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Produção
Pesquisador responsável:Laerte Idal Sznelwar
Beneficiário:Laerte Idal Sznelwar
Pesquisador visitante: Julia Issy Abrahao
Inst. do pesquisador visitante: Universidade de Brasília (UNB), Brasil
Instituição-sede: Escola Politécnica (EP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cognição  Ergonomia 

Resumo

Este trabalho está voltado para o estudo de questões relativas à Ergonomia e Cognição na elaboração de sistemas informativos de trabalho. Propõe-se uma observação do desempenho de usuários na utilização de uma interface entre os projetos em desenvolvimento na Engenharia de Produção, modificar os elementos circunscritos a esta tarefa com relação a sua navegabilidade (usabilidade, linguagem verbal e pictórica) e testar se houve melhoria no desempenho dos usuários relacionados ao grau de expertise. A introdução em massa das Tecnologias de Comunicação e Informação nos diferentes campos da vida humana e nos mais variados setores da economia tem alterado de forma significativa a vida em sociedade e o trabalho. A produção depende cada vez mais do uso de máquinas e sistemas que integram, além das possibilidades de transformação do estado dos objetos, diferentes níveis de "conhecimento simbólico", esta implantação da informática no trabalho na sociedade contemporânea, coloca em evidência uma problemática social de grande extensão e real gravidade. Os sistemas informatizados são tipos muito peculiares de artefatos psicológicos, quando são interativos criam grupos sociais humanos. Cada um deles constitui uma mensagem do projetista para o usuário, que deve conter no seu bojo a preocupação em atender as suas necessidades. Neste sentido, maiores conhecimentos acerca dos efeitos sócio-cognitivos deste diálogo homem-automatismo são fundamentais A Ergonomia Cognitiva tem como objetivo explicitar como se manifestam os processos cognitivos face às situações de resolução de problemas nos seus diferentes níveis de complexidade. Os processos cognitivos implicam na particularização de um conhecimento em resposta à uma situação com um fim específicoAtividades cognitivas rotineiras funcionam com base em conhecimentos não analisados e os problemas mais difíceis requerem representações analisadas do conhecimento, a informação que aparece como conhecimento não analisado é usada com poucas convicções sobre a sua estrutura, não estando sujeita à manipulação intencional já a informação que aparece como conhecimento analisado é usada criativamente, com atenção às suas propriedades estruturais e participa de transformações. Apesar das tentativas de flexibilização desta demanda, que só aceita mensagens compatíveis com a sintaxe na qual trabalha, não se pode ainda dizer que o diálogo homem-computador atingiu a riqueza de recursos existentes no diálogo homem-homem que, à priori, asseguram uma melhor compreensão da mensagem.Neste sentido, a ergonomia e informática seriam complementares no planejamento e na otimização da atividade humana. Complementares porque divergentes nos modelos de trabalho adotados: ergonomistas lidam com a situação real de trabalho e profissionais da área de informática se inspiram no trabalho prescrito.Os resultados dos estudos desenvolvidos nesse assunto tentaram explicar os processos pelos quais se davam o tratamento da informação centrado essencialmente no comportamento humano, entretanto é preciso reconhecer que tais trabalhos, inspirados nos modelos da cognição social, nos levam a um impasse. Porque ele acaba se limitando a um aspecto particular da percepção: por considerá-la neutra, não social e, assim, objetiva. Estes resultados possibilitam reconhecer que não se pode excluir dos processos cognitivos o papel fundamental da imagem, do simbólico, do figurativo. O uso da informática nas situações de trabalho representa mais que uma perspectiva; ele já é, de fato, uma realidade que necessita de avaliação. Urge, pois, desenvolver pesquisas que compreendam os trabalhadores, como atores do processo, inseridos nos diversos contextos de trabalho.Portanto, ao adotar a ótica da Ergonomia Cognitiva, as competências dos usuários são consideradas na análise à interação com a interface. As competências são entendidas como necessárias para a realização de uma ação e devem ser considerados ao projeto de programas de computadores. (AU)