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Visita de pesquisadores indianos: Guru Manoranjan Pradhan e Minati Pradan, pós-graduação do IA UNICAMP, pesquisa do grupo Ar Cênico, atividades na graduação do IA-UNICAMP, Fac. Anhembi Morumbi e dança vocacional-SP

Processo: 10/08081-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 06 de outubro de 2010 - 09 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Dança
Pesquisador responsável:Marilia Vieira Soares
Beneficiário:Marilia Vieira Soares
Pesquisador visitante: Manoranjan Pradhan
Inst. do pesquisador visitante: Guru Gangadhar Pradhan Foundation (GGPF), Índia
Instituição-sede: Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Dança teatral  Expressão corporal  Cultura indiana  Intercâmbio de pesquisadores 

Resumo

Visita de Pesquisadores Visitantes: Guru Manoranjan Pradhan e Minati Pradhan. RESUMO E OBJETIVOS DO GRUPO AR CÊNICO: O presente trabalho visa dar continuidade à pesquisa do Método Energético de Direção Teatral do Prof. Dr. Miroel Silveira e da Técnica Energética enfocando o estudo da poética do gesto e a expressividade no trabalho corporal específico da cintura escapular, ou seja, dos braços, mãos, pescoço e rosto incluindo o estudo da expressividade vocal, portanto, um estudo minucioso do gestual humano aplicado em um produto estético de dança-teatro. Para tanto, utilizaremos como base a Técnica Energética e os princípios técnicos da modalidade abinaya da dança indiana de estilo Odissi, cujo produto final será a montagem intitulada Singularidades Nuas: Interfaces entre a Dança-Teatro e a dramaturgia de Nelson Rodrigues, pelo Grupo Ar Cênico (CNPq). A proponente também participa do Grupo de Pesquisa Censura em Cena (CNPq) como colaboradora do Arquivo Miroel Silveira, para o qual esta pesquisa servirá de apoio a construção da memória do patrono deste arquivo. Premiado pelo FICC -Fundo de Investimento a Cultura de Campinas e pelo MINC -Intercâmbio Cultural 2009 esta montagem é a base sobre a qual se realizará meu trabalho de Livre-Docência encaminhado juntamente com este projeto para a Fapesp. Estão envolvidos todos os participantes do grupo, particularmente a bolsista de Iniciação Científica Fapesp Bárbara de Paula Souza Malavoglia, dançarina de bharatnatyan , cujo trabalho intitula-se Mitos e Danças da Índia: Uma Releitura.Sobre a estética. A Índia possui uma tradição milenar de muitos estilos de dança, sendo os mais conhecidos no ocidente o Kathak, Bharatha Natyan, Kathakali e o Odissi. Cada estilo possui as modalidades: nritha, nathyan e abinaya, que são dança simbólica, dança pura, e dança expressiva, respectivamente. Um espetáculo completo na Índia apresenta as três modalidades; a dança pura mostra a beleza da execução, enquanto a dança simbólica é uma oração que normalmente abre o espetáculo homenageando a divindade. Já a dança expressiva é algo parecido com dança-teatro no ocidente; conta especificamente um trecho da mitologia indiana, e é o que se denomina Abinaya. O aprofundamento nesta modalidade no estilo Odissi é o objetivo deste estudo. O trabalho técnico puro está intimamente ligado à expressividade do abinaya; assim os 28 hastas simples (mudras) são parte dos exercícios técnicos cotidianos (chowks e tribangs), assim como os 23 hastas compostos. Ou seja, os mudras são parte do treinamento diário inseridos nos 10 chowks - sequência de exercícios yang ou masculinos, e nos 10 tribangs - seqüência de exercícios yin ou femininos. Melhor explicando, os primeiros privilegiam a linha reta enquanto o segundo ressalta a espiral ou movimento sinuoso do tronco: (chowk: linha reta= mundo racional; tribang= mundo sub-atômico; universo paralelo, o infinito, o circular/espiral) Inseridos nestes exercícios básicos de treinamento estão os 9 movimentos de cabeça, 4 de pescoço, 8 de olhos e as 8 expressões básicas do rosto: poder/força, benção/proteção, ira, nojo, riso, tristeza, medo/apreensão e contemplação - chamadas rasas. Nas artes cênicas asiáticas o privilégio do trabalho está no tronco e cabeça; quadril e pernas são as bases de sustentação, diferentemente do ocidente que privilegia as pernas. Essas informações podem gerar a impressão que não se trabalha pés, pernas e quadril, no entanto, o trabalho de base de apoio do corpo é bastante árduo, assim como o treinamento em geral que inclui o que a dança moderna americana chamou de isolation. Os pés e as pernas marcam o ritmo e o tronco, braços e cabeça (incluindo os movimentos dos olhos) desenham a linha melódica e expressiva. (AU)