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Integração do sistema interestadual de insumo-produto do Brasil ao sistema mundial de insumo-produto (WIOD)

Processo: 12/06381-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 02 de agosto de 2012 - 01 de setembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Economia Regional e Urbana
Pesquisador responsável:Joaquim José Martins Guilhoto
Beneficiário:Joaquim José Martins Guilhoto
Pesquisador visitante: Hendrikus Wilhelmus Andreas Dietzenbacher
Inst. do pesquisador visitante: University of Groningen, Holanda
Instituição-sede: Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Comércio internacional  Produção (economia)  Insumo-produto 

Resumo

Durante o período do mês de agosto de 2012, em que o Prof. Erik Dietzenbacher vai estar na FEA-USP: a) se dará início ao projeto de integração do sistema interestadual de insumo-produto do Brasil ao sistema mundial de insumo-produto (WIOD); b) será dado um seminário no curso de pós-graduação do IPE-USP; c) será oferecido um curso de uma semana em "Tópicos Avançados de Insumo-Produto" aos alunos do programa de pós-graduação (mestrado e doutorado) em economia do IPE-USP; e d) haverá interação e discussão com os professores e alunos do Departamento de Economia do IPE-USP. O trabalho de pesquisa a ser desenvolvido, e que terá um grande benefício com a vinda do Prof. Erik Dietzenbacher, visa analisar as relações existentes entre a estrutura produtiva mundial e o comércio internacional, e o seu impacto sobre variáveis econômicas, ambientais e sociais nas unidades federativas brasileiras. Para tanto, integrar-se-á a base mundial de insumo-produto à base de dados nacional, detalhada em nível das unidades federativas. O desenvolvimento do sistema mundial de insumo-produto, "World Input-Output Database (WIOD)" teve o financiamento da Comissão Europeia e foi Coordenado pelo Prof. Erik Dietzenbacher. A metodologia de insumo-produto é fundamentalmente adequada para o estudo da estrutura produtiva da economia, uma vez que explicita as relações intersetoriais nela existentes. Trata-se de uma metodologia consolidada na literatura para impactos econômicos e sociais como também para a análise dos impactos das atividades econômicas sobre o meio ambiente. Empregando-a, torna-se possível analisarem-se os impactos totais das produções, compreendendo componentes diretos e indiretos, devidos à sua demanda por insumos, e induzidos, devidos ao consumo das famílias beneficiadas pela geração de renda na economia. Com esse fim, pretende-se a partir da experiência existente na estimação de sistemas interestaduais de insumo-produto dentro do NEREUS-USP iniciar uma integração do sistema de insumo-produto interestadual brasileiro ao sistema mundial de insumo-produto (WIOD). A modelagem a ser adotada permitirá que se identifiquem os setores, em cada unidade federativa brasileira, que se destacam como impactantes de variáveis econômicas, sociais e ambientais. Essa análise também se realizará do ponto de vista dos componentes da demanda final, destacando-se o papel que as relações das unidades federativas brasileiras com seus principais parceiros comerciais, domésticos ou internacionais, exercem sobre as variáveis acima. Outro aspecto importante da recente literatura sobre comércio internacional será considerado - trata-se da mensuração de tais transações em termos de valor adicionado. Em um contexto marcado pela fragmentação da produção mundial, em que insumos intermediários são predominantes no comércio internacional, tal medida tem sido debatida como mais apropriada, em relação ao valor bruto, para a reflexão dos benefícios econômicos do comércio internacional. O modelo a ser desenvolvido permitira, portanto, estimar os impactos, econômicos, sociais e ambientais das atividades econômicas em relação ao valor adicionado que elas geram para o Brasil e para suas unidades federativas. Portanto, espera-se que o desenvolvimento desta análise integrada das estruturas produtivas e das relações de comércio dos estados brasileiros em um sistema mundial melhore a compreensão do impacto que estas relações têm sobre o desenvolvimento econômico, social e ambiental das regiões brasileiras. Desta forma, fornecendo subsídios para a formulação de melhores políticas públicas, assim como para uma melhor articulação do país nas discussões internacionais acerca de aspectos econômicos, sociais e ambientais. (AU)