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Forma, matéria e definição na recepção medieval de Aristóteles: Tomás de Aquino e João Duns Scotus

Processo: 12/07119-0
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Brasil
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 31 de dezembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Marco Antônio de Ávila Zingano
Beneficiário:Marco Antônio de Ávila Zingano
Pesquisador visitante: Rodrigo Guerizoli Teixeira
Inst. do pesquisador visitante: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), Brasil
Instituição Sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/16877-3 - Filosofia grega clássica: Platão, Aristóteles e sua influência na Antiguidade, AP.TEM
Assunto(s):Ontologia (filosofia)  Teoria do conhecimento  Idade Média  Aristotelismo 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Aristotelismo na Idade Média | Constituição material | ontologia | teoria da definição | Teoria do Conhecimento | História da Filosofia na Idade Média

Resumo

A presente pesquisa é parte de uma investigação mais ampla sobre a recepção da teoria de Aristóteles sobre a natureza de uma boa definição por parte de autores dos séculos XIII e XIV. As análises de Tomás de Aquino (1225-1274) e de João Buridan (ca. 1300-1362) sobre a definição estabelecem, respectivamente, os termini post quem e ante quem de nosso estudo. Com essa investigação buscamos, em sentido amplo, contribuir para o esclarecimento de um tópico central na filosofia clássica, um tema cuja importância reside em sua capacidade de vincular várias importantes questões lógicas, epistemológicas e metafísicas do pensamento de Aristóteles e seus intérpretes medievais.As atividades específicas do projeto que serão levadas a cabo na Universidade de São Paulo dizem respeito à recepção por dois grandes autores medievais de uma questão delimitada no tratamento que Aristóteles oferece do tema da definição nos livros centrais de sua Metafísica. A questão tem a ver com a relação entre as partes das coisas sensíveis e as partes de suas definições, consistindo, a saber, em se deci-dir se a matéria ou as partes materiais das substâncias sensíveis, isto é, materiais, entram em sua definição. Tal problema, explicitamente formulada no início do Z 10 (1034b20), permanece uma questão de interesse de autores medievais, e isso por-que o texto de Aristóteles parece apresentar linhas de pensamento conflitantes so-bre o que está em jogo. Durante o nosso tempo na USP gostaríamos de reconstruir e analisar o tratamento detalhado que Tomás de Aquino e João Duns Scotus (ca. 1260-1308) fornecem dessa questão em seus comentários a Z 10-11 da Metafísica de Aristóteles. É nosso objetivo esclarecer as principais decisões interpretativas que eles tomam quando confrontados com o texto de Aristóteles, avaliar os padrões de explicação que usam para justificar suas leituras, bem como elucidar as semelhanças e diferenças entre as suas posições. (AU)

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