| Processo: | 08/09302-1 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Jovens Pesquisadores |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2009 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2013 |
| Área do conhecimento: | Ciências Humanas - Antropologia |
| Pesquisador responsável: | Marko Synésio Alves Monteiro |
| Beneficiário: | Marko Synésio Alves Monteiro |
| Instituição Sede: | Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 09/08337-9 - Mapeando imagens digitais: um estudo etnográfico de práticas de sensoriamento remoto, BP.JP |
| Assunto(s): | Antropologia visual Sensoriamento remoto Meios de comunicação Imagem digital |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antropologia da Ciência e da Tecnologia | antropologia visual | Estudos Sociais de Ciência e Tecnologia | Imagens digitais | Mídia | Sensoriamento Remoto | Antropologia da Ciência e da Tecnologia |
| Publicação FAPESP: | https://media.fapesp.br/bv/uploads/pdfs/Investindo...pesquisadores_349_250_250.pdf |
Resumo
Este projeto propõe um estudo etnográfico de práticas de sensoriamento remoto no Brasil, a fim de analisar as formas pelas quais as mesmas produzem conhecimento, incluindo seus impactos sociais e culturais. A pesquisa buscará, assim, focar tanto as práticas "de laboratório" envolvidas nas pesquisas, quanto a circulação dos saberes ali produzidos e sua interação com a sociedade mais ampla. Busca-se também, a partir da pesquisa, implementar e fortalecer a área de Antropologia da Ciência e da Tecnologia na instituição hospedeira do projeto. A partir de pesquisa de campo em dois dos mais importantes centros de pesquisa nessa área, o Instituto de Geociências da UNICAMP (IGE, em Campinas - SP) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE, em São José dos Campos - SP), busca-se aqui mapear as práticas e sentidos que tais tecnologias adquirem no seu desenrolar dentro dos institutos. O projeto busca responder às seguintes perguntas fundamentais: 1) quais são os processos pelos quais as imagens de satélite adquirem um sentido de mapeamento correto e objetivo de realidades diversas?; 2) quais são os sentidos a respeito das suas práticas construídos pelos próprios cientistas?; e 3) como circulam socialmente os sentidos e saberes produzidos nas práticas de sensoriamento remoto? A metodologia de pesquisa engloba observação participante nos laboratórios de análise de imagens obtidas por meio de sensoriamento remoto, entrevistas com os profissionais que processam tais imagens e a análise das imagens produzidas a partir desse processo. Dessa forma busca-se compreender as formas de produção de conhecimento a partir do uso de sensoriamento remoto, de acordo com metodologias etnográficas dos chamados Estudos Sociais de Ciência e Tecnologia (ESCT), interagindo com os profissionais e com a produção de conhecimento na prática. Contudo, não se deseja uma restrição da pesquisa ao espaço do laboratório, mas sim um mapeamento da circulação desse conhecimento (na forma de imagens e discursos) pela sociedade. Assim, a incorporação de metodologias da Antropologia da Ciência e da Antropologia Visual se dará como forma de analisar tanto as imagens e saberes produzidos, quanto a sua circulação pela sociedade. Dessa forma, a pesquisa englobará também um foco na análise de materiais de mídia, buscando compreender como são interpretados socialmente e como podem estar interferindo em práticas de poder, incluindo: a tomada de decisões fundamentadas em saberes ali produzidos; a definição de políticas públicas a respeito do sensoriamento; e a percepção a respeito das realidades analisadas por tais práticas. A passagem de uma observação minuciosa da produção do conhecimento científico, tal qual ocorre na sua prática, consagrada por autores como Bruno Latour, Michael Lynch, Steve Woolgar e Karin Knorr-Cetina, para o contexto social na qual se insere, tem sido uma orientação cada vez mais relevante nos ESTC, justamente na sua interseção com a etnografia e a antropologia. Dessa forma, esse projeto busca implementar e fortalecer a Antropologia da Ciência e da Tecnologia como área de pesquisa, tendo em vista seu crescimento e relevância em nível mundial (em contraste com a sua fraca presença no Brasil) e as imensas possibilidades analíticas que oferece na compreensão de problemas relacionados ao papel da ciência e da tecnologia na cultura e na sociedade. O projeto buscará então investigar criticamente as tecnologias de sensoriamento remoto e as imagens digitais obtidas por satélites, a fim de contribuir para a compreensão de como tais saberes são constituídos na prática, e como os mesmos influem decisivamente nas realidades que retratam. O projeto busca assim fazer avançar uma compreensão de tecnologias emergentes e de extrema relevância para o cenário brasileiro, demonstrando o valor de abordagens dos ESCT e da Antropologia da Ciência para a compreensão de complexas realidades contemporâneas. (AU)
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