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Caneta odontológica de baixo ruído: aperfeiçoamento e escalonamento de produção (escala piloto)

Processo: 09/51783-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de setembro de 2009 - 30 de novembro de 2011
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Mecânica - Projetos de Máquinas
Pesquisador responsável:Sebastião Roberto dos Santos
Beneficiário:Sebastião Roberto dos Santos
Empresa:Empromec Indústria e Comércio de Instrumentos Odontológicos Ltda. - ME
Município: Mococa
Vinculado ao auxílio:06/52124-1 - Caneta odontológica de baixo ruído (peça de mão odontológica), AP.PIPE
Assunto(s):Hidráulica e pneumática industrial  Odontologia 

Resumo

Um significativo número de descobertas acabou por dar à Odontologia características próprias que culminaram com a fabricação do motor dentário, em 1871, por James B. Morrison e logo depois por sua adaptação elétrica. Entretanto, desde a criação dos primeiros motores dentários, o ruído causado pelo seu funcionamento sempre foi considerado indesejado, e em muitos casos insuportável. A percepção do desconforto causado pelo uso e funcionamento dos instrumentos odontológicos, em especial pela caneta odontológica, extrapola a própria odontologia. A psicologia tem se dedicado a estudar os efeitos dos tratamentos odontológicos sobre o comportamento humano. Desde o início da década de 2000 o Sr. Sebastião Roberto dos Santos tem conduzido constante atividade de pesquisa e desenvolvimento sobre a tecnologia da caneta odontológica de baixo ruído, culminando em 13/05/2005 com o depósito de um Modelo de Utilidade junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), sob o número MU8500878-8 e título ‘Disposição construtiva introduzida em caneta odontológica de baixo ruído’. Na essência, o invento tem como base a utilização de uma saída canalizadora de ar e ruídos e um conjunto rotativo que produz menos vibrações. Mais recentemente, no ano de 2007, o Sr. Sebastião coordenou junto à FAPESP a fase inicial de um projeto de inovação tecnológica na pequena empresa (PIPE Fase I - Proc no. 06/52124-1), tendo verificado a viabilidade técnica de fabricação e funcionamento da caneta odontológica de baixo ruído, traduzido principalmente pelo resultado do ensaio do nível de ruído que apresentou um valor médio 15% inferior ao nível das demais canetas odontológicas adquiridas no mercado. Entretanto, para que a tecnologia possa alcançar o mercado como um produto viável técnica e comercialmente, ainda são necessários alguns desenvolvimentos que permitam reduzir o ruído para níveis inferiores a 50 dBA e estabelecer um processo de fabricação, ainda que em escala piloto. O principal mercado consumidor dos aparelhos e equipamentos odontológicos, como é o caso das canetas odontológicas, é formado basicamente pelos dentistas, nas suas várias especialidades. De acordo com dados recentes do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), existe somente no estado de São Paulo cerca de 51 mil profissionais (cirurgiões dentistas, técnicos em próteses dentarias e técnicos em higiene oral). Quando a estatística é ampliada para todo o Brasil, utilizando dados do Conselho Federal de Odontologia (CFO) chega-se ao contingente de aproximadamente 240 mil profissionais (cirurgiões dentistas, técnicos em próteses dentárias e técnicos em higiene oral). O escopo deste projeto pretende atingir os objetivos gerais de 1) aperfeiçoar o funcionamento da caneta odontológica de baixo ruído e 2) estabelecer um processo de produção em escala piloto para a produção da caneta odontológica de baixo ruído, traduzidos em quatro objetivos específicos, a saber: 1) implementar melhorias no projeto da caneta odontológica de baixo ruído de modo a atingir um nível de ruído inferior a 50 dBA (cinquenta decibéis); 2) obter pelo menos uma unidade de protótipo da caneta odontológica de baixo ruído com nível de ruído inferior a 50 dBA (cinquenta decibéis); 3) estabelecer um processo de produção em escala piloto que permita obter pelo menos 120 unidades de produto por mês; 3a) projetar os dispositivos necessários para a fabricação de pelo menos 120 unidades de produto por mês; 3b) confeccionar os dispositivos necessários para a fabricação de pelo menos 120 unidades de produto por mês; 3c) executar a fabricação de pelos menos 240 unidades de produto (volume equivalente a 2 meses de produção); 3d) avaliar o desempenho de funcionamento de pelo menos 5% (cinco por cento) das unidades fabricadas na etapa anterior; 4) desenvolver uma versão inicial da documentação que acompanha o produto. O desenvolvimento da tecnologia de fabricação da caneta odontológica de baixo ruído é de direto interesse para o desenvolvimento das áreas da saúde (Odontologia, Medicina, Fonoaudiologia), das Ciências humanas (Psicologia) e das Ciências exatas e tecnológicas (Engenharias mecânica e de produção). Adicionalmente, espera-se que a transformação do conceito inventivo em um produto fabricado e comercializado por uma empresa brasileira contribua para a efetiva geração de emprego e renda, promovendo o desenvolvimento econômico e social do país. (AU)

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