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Croton L. (Euphorbiaceae Juss.): metabólitos secundários e atividade biológica

Processo: 12/10079-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 30 de setembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Botânica Aplicada
Pesquisador responsável:Cláudia Maria Furlan
Beneficiário:Cláudia Maria Furlan
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Lucimar Barbosa da Motta
Assunto(s):Fitoquímica  Diterpenos  Antioxidantes 

Resumo

Croton L., Euphorbiaceae Juss., abriga aproximadamente 1300 espécies de plantas, amplamente espalhadas pelas regiões tropicais e subtropicais do mundo. Muitas delas são bastante reconhecidas pela sua utilização terapêutica em comunidades tradicionais para o tratamento de diversos males como problemas digestivos, inflamações, diabetes, entre outros. Tais propriedades foram ponto de partida para diversas investigações científicas sobre as propriedades fitoquímicas do gênero que vêm mostrando resultados interessantes. A química de Croton é muito diversa. Os constituintes mais frequentes são diterpenóides, com variados esqueletos, como clerodanos, labdanos e podocarpanos. São comuns espécies com óleos voláteis; várias espécies possuem látex de coloração vermelha, rico em proantociadinas (taninos catequínicos) e, em algumas espécies, proantocianidinas e alcalóides. Alcalóides frequentes em Croton são os também encontrados em Ranunculales, como isoboldina e glaucina; os flavonóides, em sua maioria, são agliconas de flavonóis altamente metoxilados, como a artemetina, talvez um reflexo dos métodos de extração que privilegiam solventes menos polares. Desde 2009, a equipe de docentes do Laboratório de Fitoquímica (IB-USP) vem trabalhando com o screening de substâncias em extratos hexânico, diclorometânico e metanólico de espécies de Croton nativas do Brasil, com a realização de alguns testes de potencial antioxidante, antimicrobiano e antiproliferativo. Como resultados preliminares tem-se potencial bioativo de espécies pertencentes às seções Cleodora (Klotzch) Baill. e Cyclostigma Griseb. Nesse sentido, esta proposta reúne os projetos de duas mestrandas e tem como principal objetivo o isolamento monitorado para a identificação de diterpenos e substâncias fenólicas de folhas e caules de três espécies endêmicas do Brasil: C. vulnerarius Baill., C. echinocarpus Baill. e C. sphaerogynus Baill. As três espécies tem o hábito arbóreo, mais um fator de seleção importante para a prospecção de substancias bioativas. (AU)

Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DOS SANTOS, KATIA PEREIRA; SEDANO-PARTIDA, MARTHA DALILA; SALA-CARVALHO, WILTON RICARDO; SAN JUAN LOUREIRO, BEATRIZ ORTEGA; DA SILVA-LUZ, CINTIA LUIZA; FURLAN, CLAUDIA MARIA. Biological activity of Hyptis Jacq. (Lamiaceae) is determined by the environment. INDUSTRIAL CROPS AND PRODUCTS, v. 112, p. 705-715, FEB 2018. Citações Web of Science: 1.
SANTOS, KATIA PEREIRA; SEDANO-PARTIDA, MARTHA DALILA; MOTTA, LUCIMAR BARBOSA; CORDEIRO, INES; FURLAN, CLAUDIA M. Antioxidant activity of flavonoids from Croton sphaerogynus Baill.. BRAZILIAN JOURNAL OF BOTANY, v. 39, n. 4, p. 1021-1030, DEC 2016. Citações Web of Science: 4.
RAVANELLI, N.; SANTOS, K. P.; MOTTA, L. B.; LAGO, J. H. G.; FURLAN, C. M. Alkaloids from Croton echinocarpus Baill.: Anti-HIV potential. SOUTH AFRICAN JOURNAL OF BOTANY, v. 102, p. 153-156, JAN 2016. Citações Web of Science: 2.
DOS SANTOS, KATIA PEREIRA; MOTTA, LUCIMAR B.; SANTOS, DEBORAH Y. A. C.; SALATINO, MARIA L. F.; SALATINO, ANTONIO; PENA FERREIRA, MARCELO J.; LAGO, JOAO HENRIQUE G.; RUIZ, ANA LUCIA T. G.; DE CARVALHO, JOAO E.; FURLAN, CLAUDIA M. Antiproliferative Activity of Flavonoids from Croton sphaerogynus Baill. (Euphorbiaceae). BIOMED RESEARCH INTERNATIONAL, 2015. Citações Web of Science: 3.

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