| Processo: | 12/08107-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Edecio Cunha Neto |
| Beneficiário: | Edecio Cunha Neto |
| Instituição Sede: | Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Jorge Elias Kalil Filho ; Ludmila Rodrigues Pinto Ferreira Camargo |
| Assunto(s): | Doença de Chagas Trypanosoma cruzi Cardiomiopatia chagásica MicroRNAs Expressão gênica RNA mensageiro Biomarcadores |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | biomarcadores | Cardiopatia chagásica crônica | microRNA | Patogenia | Trypanosoma cruzi | Biologia molecular |
Resumo
A doença de Chagas, endêmica na America Latina, é causada pela infecção com o parasita Trypanosoma cruzi. A principal consequência clínica da infecção pelo parasita é a cardiomiopatia chagásica crônica (CCC). Cerca de 30% dos pacientes infectados desenvolvem a CCC, 5 a 30 anos após a infecção inicial; a CCC possui prognóstico pior do que outras etiologias de cardiomiopatia. Até hoje, não existem marcadores que identifiquem a população de maior risco para o desenvolvimento da CCC. Esta é uma cardiopatia dilatada inflamatória caracterizada por uma miocardite rica em células T e macrófagos, hipertrofia e fibrose. Estudos de análise da expressão gênica em animais e pacientes identificaram modulação de diversas vias de inflamação, sinalização e de metabolismo energético. Entretanto, ainda não se conhecem os mecanismos moleculares que causam essa modulação. Recentemente foi demonstrado que microRNAs (miRNAs), pequenas moléculas de RNA de 22 nucleotídeos, estão envolvidas na regulação da expressão gênica de virtualmente todos os processos celulares. Os miRNAs ligam-se a sequencias parcialmente complementares presentes nas regiões 3' não traduzidas dos RNAs mensageiros (RNAm) específicos, chamados de alvos. Esse pareamento entre o miRNA e seu RNAm alvo leva à clivagem deste último ou inibição da tradução, resultando no silenciamento da expressão gênica. A modulação da expressão de determinados miRNAs está relacionada com a fisiologia e fisiopatologia do sistema cardiovascular. Os miRNAs também têm sido identificados como importantes biomarcadores plasmáticos, pois são secretados pelas células ou liberados durante dano tecidual. Sabe-se que patógenos intracelulares como Cryptosporidium e Toxoplasma alteram rapidamente a expressão de miRNAs em células do hospedeiro. Nossa hipótese é que alterações na expressão de diferentes miRNAs, induzidas pelo T. cruzi na fase aguda da infecção, podem estar associadas ao desenvolvimento da CCC. Com isso, hipotetizamos que o padrão de expressão de microRNAs na fase crônica da doença poderá refletir o perfil de expressão de miRNAs no tecido cardíaco induzido pelo presença do parasita na fase aguda. O corolário da nossa hipótese é que este perfil de miRNAs é importante no estabelecimento de um quadro de miocardite e/ou hipertrofia na infecção aguda pelo T. cruzi e na CCC. Além disso, para avaliarmos se os miRNAs podem ser biomarcadores de severidade e progressão para a CCC e na infecção aguda pelo T. cruzi, iremos traçar o perfil de miRNAs presentes no plasma de pacientes chagásicos de diferentes formas clínicas e também de camundongos agudamente infectados pelo T. cruzi. (AU)
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