Busca avançada
Ano de início
Entree

Efeitos da alta concentração atmosférica de CO2 em câmaras de topo aberto e sistema face sobre a fotossíntese e os mecanismos naturais de resistência do cafeeiro à ferrugem

Processo: 12/08875-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Programa de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2012 - 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitotecnia
Pesquisador responsável:Emerson Alves da Silva
Beneficiário:Emerson Alves da Silva
Instituição-sede: Instituto de Botânica. Secretaria do Meio Ambiente (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:André Torre Neto ; Eunice Reis Batista ; Marcia Regina Braga ; Raquel Ghini
Assunto(s):Café  Ferrugem (doença de planta)  Dióxido de carbono  Mudança climática  Fitossanidade 

Resumo

O aumento da concentração atmosférica de dióxido de carbono é inequívoco e tem motivado estudos científicos sobre seus efeitos em plantas cultivadas e os possíveis impactos nos ecossistemas e na segurança alimentar. Dentre os aspectos importantes a serem compreendidos nesse contexto estão as alterações na fotossíntese, processo intimamente influenciado pela disponibilidade atmosférica de CO2, e também as modificações nas respostas de defesa vegetais aos organismos patogênicos, cujas consequências, em termos de fitossanidade são preocupantes e ainda pouco conhecidas. No Brasil, o agronegócio do café (Coffea arabica L.) é de grande importância econômica. No entanto, a maioria das cultivares é suscetível ao fungo Hemileia vastatrix, causador da ferrugem, que é controlada principalmente com aplicações de fungicidas. Uma das estratégias de biocontrole do patógeno é a indução de resistência natural, na qual a própria planta produz diversas substancias que impedem a entrada e/ou o desenvolvimento de estruturas do patógeno em seus tecidos, e que tem sido estimulada com relativo sucesso. No Brasil, não há praticamente trabalhos sobre os impactos do aumento da concentração de dióxido de carbono (CO2) sobre os problemas fitossanitários, em especial do cafeeiro. Dentro deste cenário, foi que a Embrapa Meio Ambiente criou o Programa Climapest (www.macroprograma1.cnptia.embrapa.br/climapest), com a instalação do primeiro sistema FACE (Free Air CO2 Enrichment) do país, para estudos do impacto das mudanças globais sobre as doenças que atacam espécies agronômicas, como o café. O projeto ora proposto insere-se dentro do Climapest e constitui um dos projetos componentes do projeto em rede "Impactos das mudanças climáticas globais sobre problemas fitossanitários", o qual pertence ao Macroprograma 1 da Embrapa. Ele tem por objetivos avaliar as respostas fotossintéticas, o crescimento e os mecanismos de resistência em cultivares de café mantidos sob atmosfera enriquecida em CO2 utilizando câmaras de topo aberto (OTC - open top chambers) e sistema FACE (Free Air CO2 Enrichment), expostos ao patógeno causador da ferrugem do cafeeiro. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o auxílio::
Café avec plus de gaz 
Café com mais gás