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Taxa de consumo, estrutura do dossel e valor nutritivo de capim-elefante cv. Napier submetido a estratégias de pastejo rotativo

Resumo

A estrutura do dossel forrageiro é influenciada pelo manejo do pastejo e interfere com o acúmulo, composição morfológica, valor nutritivo e taxa de consumo da forragem produzida, fatores determinantes do desempenho e produtividade animal. Contudo, essas relações são estáticas e não levam em consideração variações na composição química da forragem resultantes de variações no balanço entre fotossíntese e respiração ao longo do dia, as quais podem alterar a concentração de carboidratos solúveis e, consequentemente, os teores de matéria seca (MS), proteína (N), fibra insolúvel em detergente neutro e ácido (FDN e FDA) e digestibilidade da matéria seca (DIVMS) para uma mesma estrutura, com potenciais implicações sobre a ingestão de nutrientes e desempenho animal. Esse tipo de estudo e informação permite integrar melhor as respostas de plantas e animais a variações em estrutura do pasto, favorecendo o processo de intensificação e exploração racional das pastagens por meio do uso de metas ou alvos de manejo baseados em características estruturais dos pastos como a altura, por exemplo. O objetivo deste experimento é avaliar esse tipo de interação planta-animal em pastos de capim-elefante cv. Napier submetidos a estratégias de pastejo rotativo definidas por meio de metas de pré e pós-pastejo. Os tratamentos corresponderam a combinações entre duas condições pós (alturas pós-pastejo de 35 e 45 cm) e duas condições pré-pastejo (95% e máxima interceptação de luz pelo dossel forrageiro - IL) e foram alocados às unidades experimentais (piquetes de 850 m2) segundo arranjo fatorial 2x2 e delineamento de blocos completos casualizados, com quatro repetições. Foram avaliadas as seguintes variáveis-resposta: estrutura do dossel forrageiro (distribuição vertical dos componentes morfológicos da massa de forragem), massa de forragem (MF) e densidade volumétrica da forragem (DVF) acima da altura pós-pastejo, composição morfológica e bromatológica da extrusa e de amostras de pastejo simulado e teor de carboidratos solúveis na forragem em pré-pastejo nos períodos da manhã e tarde. As avaliações foram realizadas em épocas do ano consideradas referência de transição na estrutura dos pastos (outono/inverno, primavera e verão) como parte de uma série de experimentos realizados de forma concomitante na mesma área experimental avaliando aspectos do crescimento, desenvolvimento e acúmulo de forragem dos pastos. Os resultados deverão gerar informações importantes para a compreensão e planejamento do uso adequado dessa importante planta forrageira sob condições de pastejo rotativo. (AU)

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