| Processo: | 12/13020-7 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia |
| Pesquisador responsável: | Ana Cristina Aoun Tannuri |
| Beneficiário: | Ana Cristina Aoun Tannuri |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Alessandro Rodrigo Belon ; Daniel de Albuquerque Rangel Moreira ; Maria Cecília de Mendonça Coelho ; Uenis Tannuri |
| Assunto(s): | Transplante de fígado |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Lesao de isquemia e reperfusão | modelo porcino | Transplante Hepático Pediátrico | Transplante hepático |
Resumo
O transplante hepático pediátrico é considerado uma modalidade terapêutica já consolidada para o tratamento de hepatopatias progressivas e não passíveis de tratamento clínico. Com o avanço técnico dos transplantes hepáticos houve um aumento cada vez maior no número de crianças transplantadas de fígado com peso menor que 10kg. O tamanho ideal do fígado para um determinado receptor cirrótico varia entre 0,8 a 4% do seu peso corpóreo. Quando se realiza o transplante hepático com enxerto de peso maior que 5% do peso corpóreo do receptor ocorre uma situação denominada de "large-for-size", que aumenta a chance de complicações como síndrome compartimental abdominal, hipofluxo portal e maior probabilidade de disfunção ou não funcionamento do enxerto1-3.Durante o transplante hepático o enxerto retirado do doador sofre agravo celular, molecular e bioquímico decorrente e proporcional ao tempo e ao tipo de isquemia. Quando restabelecido o fluxo sanguíneo hepático após o implante do enxerto no receptor uma cadeia de eventos se segue mediados a princípio pela célula de Kupffer e posteriormente mantido por um intrincado mecanismo que envolve lesão endotelial, apoptose celular e agravo ao parênquima hepático por espécies reativas de oxigênio e má perfusão da microvasculatura hepática. O óxido nítrico como molécula vasodilatadora e as endotelinas como vasoconstrictoras possuem um papel fundamental na intensidade dessa lesão que é denominada de isquemia/reperfusão.Ao longo do tempo vários fatores tem sido estudados como prognósticos a longo prazo da viabilidade do enxerto e do resultado clínico após o transplante hepático. A capacidade do fígado em captar oxigênio, em produzir glicose e em manter suas funções metabólicas imediatamente após a reperfusão tem se mostrado viáveis como preditores deste resultado. Como condição indispensável para o bom funcionamento do enxerto também podemos incluir as condições hemodinâmicas do receptor e a capacidade deste organismo em manter a homeostase após o agravo cirúrgico e anestésico.No presente estudo utilizaremos um modelo em porcos de transplante hepático dividindo-os em três grupos distintos. No primeiro realizaremos transplantes entre animais de peso semelhante, no segundo utilizaremos doadores com o dobro do tamanho dos receptores e no terceiro iremos realizar uma manipulação técnica de forma a aumentar o fluxo sanguíneo portal. Durante o transplante implantaremos cateteres na veia porta e veia hepática e fluxômetro perivascular na artéria hepática e veia porta com intuito de monitorizar a hemodinâmica do enxerto após o transplante. Para isso iremos medir a resistência vascular hepática, a oferta e captação de O2 pelo enxerto e a capacidade do órgão recém implantado em produzir glicose. Iremos inferir através da quantidade de lactato liberada pelo fígado a quantidade do seu metabolismo anaeróbio. Posteriormente serão realizadas biópsias hepáticas que serão submetidas a analise histológica, imunohistoquímica e molecular com intuito de quantificar a lesão de isquemia e reperfusão.O presente estudo possui por finalidade aumentar o conhecimento a respeito dos fluxos vasculares hepáticos em um modelo de transplante hepático porcino "large-for-size", sua relação com aumento da lesão de isquemia e reperfusão hepática. E através da avaliação fluxométrica, bioquímica, histológica e molecular quantificar e identificar os fatores relacionados a melhora ou piora da lesão isquemia/reperfusão. E, após manipulação técnica, avaliar essas mesmas alterações em um estado de melhor fluxo portal (enxerto venoso porto-caval em "H"). (AU)
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