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Visita do Dr. Jeremy Woods ao NIPE/UNICAMP: colaboração ao GSB/LACAf

Processo: 12/17066-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 08 de outubro de 2012 - 27 de outubro de 2012
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Luis Augusto Barbosa Cortez
Beneficiário:Luis Augusto Barbosa Cortez
Pesquisador visitante: Jeremy Woods
Inst. do pesquisador visitante: Imperial College London, Inglaterra
Instituição-sede: Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (NIPE). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Planejamento energético  Bioenergia  Etanol  Sustentabilidade  Segurança alimentar 

Resumo

O desenvolvimento dos biocombustíveis pode ser uma possível das chamadas soluções e uma oportunidade para a África para desenvolver a sua segurança energética e reduzir a pobreza no campo. O continente Africano produz 10,6 milhões de toneladas de açúcar e consome 16 milhões de toneladas, possuindo terras e mão de obra barata, situação propícia para o desenvolvimento de programa de biocombustível. A preocupação com o crescimento populacional, a demanda para melhorar os padrões de vida, desnutrição e equívocos sobre o uso da terra para produção de biocombustíveis, incluindo a moral e questões éticas, tem impedido um amplo programa de biocombustíveis na África. Está se tornando cada vez mais evidente que não produzir biocombustíveis devido a segurança alimentar, não é uma alternativa realista. Tende a ser consensual que a combinação de segurança alimentar com produção de biocombustíveis pode ser o melhor caminho a seguir. O caminho até aqui assumido de que o aumento da produção de energia a partir de biomassa requer um sacrifício na segurança alimentar, especialmente para os pobres do mundo não é verdadeiro. Estudos tem embasado o fato de que a produção de bioenergia moderna sob a forma de combustível, eletricidade ou de calor, pode ser ocorrer de forma que, na verdade, reflete em melhorar a segurança alimentar. Este é particularmente o caso da cana de açúcar, visto a sua eficiência global elevada, baixo custo, adaptabilidade e multiplicidade de produtos que podem ser obtidos a partir dessa cultura. Na África, onde a incidência de insegurança alimentar é maior, a fome persiste por causa de fatores de composição múltiplas como a pobreza, infraestrutura agrícola pouco desenvolvida agrícola, de terras degradadas e conflito armado. Agregue-se a este agravantes o fato de que existe um legado de três décadas de abandono dos investimentos visando o desenvolvimento agrícola no continente. Exemplo desta situação é o fato de que o apoio ao desenvolvimento agrícola na África diminuiu de US $ 8 bilhões por ano, observado, na década de 1980, para menos de US $ 3 bilhões na atualidade. Neste período, a ideia dominante de que produção da bioenergia traria impactos negativos para a segurança alimentar, favoreceu a competição pela terra ignorando as possibilidades da bioenergia alavancar promover o desenvolvimento agrícola e diminuir a pobreza. O quadro existente é de que na África tem-se uma a terra potencialmente produtiva é bastante abundante, requerendo investimentos para o desenvolvimento agrícola que é a principal causa subjacente da fome. Neste contexto LACAF II projeto tem quatro pilares fundamentais: i) Fortalecer a colaboração de pesquisa entre Imperial College e o NIPE-UNICAMP e outras instituições de pesquisa na UNICAMP sobre biocombustíveis e a discussão direta quanto a segurança alimentar; ii) Colaboração e contribuição específica para os objetivos do projeto de LACAf global; iii) Desenvolver rede mundial de pesquisa (África, Brasil e UE) sobre o papel da bioenergia para apoiar a segurança alimentar, e iv) Promover a estreita colaboração e contribuição para os objetivos do projeto GSB. (AU)