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Síntese, caracterização e estudos da fluorescência de compostos cumarínicos contendo metais de transição da primeira série: avaliação do seu potencial antiparasitário

Processo: 12/14159-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2012 - 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Inorgânica
Pesquisador responsável:Regina Mara Silva Pereira
Beneficiário:Regina Mara Silva Pereira
Instituição-sede: Anhanguera Educacional S/A (AESA). São Bernardo do Campo , SP, Brasil
Pesq. associados:Fábio Dupart Nascimento ; Marcia Regina Machado dos Santos
Assunto(s):Zoonoses  Leishmaniose  Doença de Chagas  Antiparasitários  Cumarínicos  Fluorescência 

Resumo

Doenças parasitárias como Leishmaniose Visceral (LV) ou calaza e Tripanosoma cruzi ou doença de Chagas são infecções zoonóticas que afetam animais e o homem. A Leishmaniose inicialmente era uma doença de ambientes silvestres ou rurais, entretanto com o crescimento das cidades e a proximidade com as regiões de preservação atualmente muitos casos já ocorrem em centros urbanos. Na América Latina a doença já foi descrita em pelo menos 12 países sendo que 90% dos casos ocorrem no Brasil, especialmente na região nordeste. A doença, desde então, vem sendo descrita em vários municípios, de todas as regiões do Brasil, com exceção da Região Sul. A inexistência de uma vacina eficaz contra este tipo de doença e o uso dos poucos quimioterápicos existentes é uma das únicas alternativas para o tratamento de indivíduos infectados. A doença de Chagas (doença causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi) pode ser transmitida para o homem por transfusão de sangue infectado pelo parasita, picada de inseto da família do triatomídeo previamente contaminado e algumas outras vias menos comuns. A doença de Chagas é uma das maiores causas de morte nas regiões de baixa renda dos países em desenvolvimento, sendo endêmica em 21 países da América do Sul. A mortalidade associada à doença de Chaga é maior que à Malária, a Schitosomose e à Leishmaniose. Os tratamentos de Leishmaniose e doença de Chagas apresenta resultados pouco satisfatórios até o momento. Efeitos colaterais e a resistência aos fármacos, bem como o aumento de novos casos, têm despertado grande interesse na obtenção de novos compostos mais eficientes e menos danosos a saúde dos pacientes. Considerando a biodiversidade existente na flora brasileira e o seu potencial como fonte de moléculas bioativas a serem estudadas e exploradas, acreditamos que entre elas a cumarina e seus derivados e, se possível, a sua utilização em sinergismo com as drogas usuais de tratamento de doenças parasitárias são bastante promissores. Sendo assim, é importante ressaltar a importância de sintetizar novos compostos para estudar o seu potencial antiparasitário na direção de se obter compostos ativos e menos tóxicos para tratamento das doenças tanto na fase aguda quanto crônica da doença. (AU)