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Pesquisa e extensão caminham juntas no Vale do Ribeira

Processo: 12/14586-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de janeiro de 2013 - 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca - Aquicultura
Pesquisador responsável:Antônio Fernando Gervásio Leonardo
Beneficiário:Antônio Fernando Gervásio Leonardo
Instituição-sede: Departamento de Descentralização do Desenvolvimento (APTA Regional). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Ana Eliza Baccarin Leonardo
Assunto(s):Produção animal  Peixes  Manejo animal 

Resumo

Não podemos concorrer com as demais regiões do Estado de São Paulo, principalmente se levarmos em conta os sistemas de produção em larga escala e de alta tecnologia destes locais. Temos que adequar a realidade produtiva de nossa região, para explorarmos e ampliarmos novos mercados, o que já vem ocorrendo em pequena escala com o fornecimento de quibes, croquetes, coxinhas e almôndegas de peixe para a merenda escolar da grande São Paulo. O objetivo deste trabalho é encontrar uma combinação adequada entre a espécie a ser produzida, sistema de produção, manejo e gestão do negócio que possibilite e viabilize o fornecimento de peixes para a Merenda Escolar. O presente trabalho será desenvolvido em seis propriedades durante dois ciclos de produção aquicola, localizadas nos municípios de Cajati, Jacupiranga, Registro, Sete Barras, Juquiá e um núcleo satélite no Pólo Regional do Vale do Ribeira da APTA no município de Pariquera-Açu. O projeto fundamenta-se na participação direta dos piscicultores em todas as fases da sua implementação. Esta participação se dará por meio da associação local AQUIVALE, e os cinco piscicultores contemplados serão responsáveis junto à equipe técnica do projeto pelo desenvolvimento e avaliação das atividades do projeto. Testaremos três espécies de peixes já introduzidas no Vale do Ribeira, a carpa capim, o pacu e a tilápia nilótica na densidade de estocagem de 2 peixes/m2. Para determinar a qualidade da água dos viveiros das cinco propriedades e do núcleo satélite, serão coletados a cada 15 dias a água dos pontos de abastecimento, tanques de criação e efluente. As coletas serão realizadas às 9:00 horas, com medições a campo do oxigênio dissolvido (oxímetro digital portátil), temperatura máxima e mínima da água (termômetro de máxima e mínima) e transparência da água (Disco de Secchi). Amostras de água serão coletadas com auxílio de garrafa de Van Dorn para determinação em laboratório da alcalinidade total, potencial hidrogeniônico (medidor de pH digital de bancada) e condutividade elétrica (medidor de condutividade digital de bancada). Para determinação da concentração de nutrientes dissolvidos parte das amostras de água será filtrada e congelada para posterior análise das concentrações de amônia a outra parte não filtrada será congelada para posterior determinação de fósforo total e nitrogênio total. Mensalmente serão realizadas biometrias de uma amostra de peixes coletados por meio de rede de arrasto, para mensuração do peso e do comprimento. Os dados obtidos servirão para avaliação do desempenho produtivo (peso médio final, ganho de peso, conversão alimentar, sobrevivência, biomassa final e biomassa por área) e reajustes da alimentação (quantidade de ração, granulometria e nível protéico) com base na biomassa total de cada viveiro, fase de desenvolvimento e espécie dos peixes. O alimento será fornecido duas vezes ao dia, de manhã e à tarde, na proporção de 3% da biomassa até 100g de peso vivo e 2% da biomassa até o peso final de engorda. Ao final do primeiro ciclo de produção será feita uma avaliação econômica, considerando os seguintes itens: ciclo produtivo em meses; produção final em biomassa de peixes; quantidade de ração utilizada na produção dos peixes; preço da ração; preço médio de venda por kg de peixe; horas de mão de obra por ciclo produtivo; preço do milheiro do alevino de tilápia do Nilo; depreciação das instalações de criação pelo método linear; capital de giro; receita líquida; e custo operacional total. Com base nesses resultados de produção poderemos introduzir boas práticas de gestão e de manejo nas pisciculturas de pequenos produtores do Vale do Ribeira, vencendo assim o desafio de consolidação da atividade, aliando a preservação do meio ambiente e a melhoria dos índices de produtividade. (AU)