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Naturalismo e biologização da cidade na constituição da ideia de meio ambiente urbano

Resumo

A constituição da idéia de meio ambiente urbano é aqui avaliada sob a perspectiva das concepções que, historicamente, tentam enquadrar as cidades em categorias biológicas. Essa tendência de naturalização ou biologização das cidades é característica do pensamento social pelo menos desde o século XIX. Este trabalho visa resgatar alguns dos aspectos mais importantes dessa história, pondo em questão a validade de tais categorias para compreensão e intervenção sobre a cidade real. Para tanto, o trabalho dedica-se a investigar os sentidos atribuídos à idéia de natureza e a conseqüente apreciação da agência humana, e da cidade em particular, feita por essas concepções. Desde o sanitarismo do século XIX até a Ecologia do pós-2ª Guerra Mundial, passando pelo caso particularmente controverso da Eugenia, as tentativas de biologização das cidades, tanto por parte das ciências biomédicas quanto do próprio Urbanismo em constituição, a "natureza" e os seres humanos são concebidos como recursos naturalmente passivos e sujeitados, incapazes de criar, cabendo-lhes apenas o papel de"resistir" ou "reagir", ou ainda serem "protegidos". (AU)