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A avaliação comparativa da dopamina e noradrenalina para o tratamento de hipotensão em cães em sepse por meio da imagem espectral ortogonal polarizada da mucosa sublingual e intestinal

Processo: 12/07990-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2012 - 30 de setembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:Denise Tabacchi Fantoni
Beneficiário:Denise Tabacchi Fantoni
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Anestesiologia veterinária  Sepse  Hipotensão  Noradrenalina  Dopamina  Microcirculação  Cães 

Resumo

A sepse é uma síndrome clínica definida pela invasão de microorganismos ou de suas toxinas na circulação sanguínea ocasionando alterações hemodinâmicas que promovem hipoperfusão, disfunção orgânica e hipotensão responsiva ou não, à ressuscitação volêmica. Utiliza-se como tratamento inicial a reposição volêmica precoce no paciente séptico com o objetivo de se restabelecer a pressão arterial e conseqüentemente a perfusão tecidual. Os pacientes não responsivos a expansão volêmica usualmente são tratados com medicações vasoativas. O emprego desses fármacos tais como noradrenalina e dopamina, nessa situação tornam-se imprescindíveis, porém, o fato de restaurarem a pressão arterial pode comprometer a microcirculação. Os parâmetros que avaliam a microcirculação muitas vezes são capazes de prever mais precisamente o desenvolvimento de disfunção orgânica e a morte do que os parâmetros hemodinâmicos tradicionais, pois em muitas situações não refletem a diminuição do fluxo nessa região tampouco a hipóxia tecidual. Recentemente a técnica de imagem espectral obtida por meio da polarização ortogonal (OPS), foi desenvolvida permitindo a avaliação in vivo de forma transcutânea em tempo real e sem a necessidade de qualquer tipo de método invasivo da microcirculação. Assim sendo, o presente projeto tem por objetivo avaliar comparativamente a dopamina e efedrina no tratamento da sepse em cães por meio do OPS e de variáveis hemodinâmicas, bem como sobre parâmetros de oxigenação e ventilação. Para tanto serão utilizados 30 cães em sepse grave, com no mínimo duas variáveis da resposta inflamatória sistêmica e no mínimo uma variável de disfunção orgânica na avaliação inicial. Será realizada a ressuscitação volêmica inicial com 15ml/kg em 15 minutos de solução de Ringer com lactato. Caso a pressão arterial média não assumir valores superiores a 65 mmHg e a pressão venosa central valores superiores a 8 mmHg os animais serão divididos em dois grupos. O Grupo Dopamina receberá inicialmente 5 mcg/kg/min de dopamina, podendo ter o incremento de 2 mcg/kg/min na dose inicial a cada 5 minutos com o objetivo até se atingir o nível pressórico estipulado. O Grupo Noradrenalina receberá inicialmente 0,05 mcg/kg/min noradrenalina, podendo ter o incremento 0,02 mcg/kg/min da dose inicial com o mesmo objetivo. Os parâmetros de valores de densidade e fluxo encontrados com o OPS, dados hemodinâmicos e de ventilação nos dois grupos serão confrontados, buscando o melhor tratamento. (AU)