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Caracterização do microbioma vaginal de mulheres brasileiras em idade reprodutiva

Processo: 12/16800-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2012 - 30 de abril de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Márcia Guimarães da Silva
Beneficiário:Márcia Guimarães da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Pesq. associados:Lucilene Delazari dos Santos
Bolsa(s) vinculada(s):14/07050-6 - Caracterização do microbioma vaginal de mulheres brasileiras em idade reprodutiva, BP.TT
Assunto(s):Proteômica  Metagenoma  Análise de sequência de DNA  RNA ribossômico 16S  Carga bacteriana  Vaginose bacteriana  Vagina  Mulheres  Saúde reprodutiva 

Resumo

Estudos do microbioma vaginal foram iniciados recentemente, seguindo importantes projetos de determinação do microbioma humano. A caracterização do microbioma vaginal é de fundamental importância, visto que alterações nesse ambiente causam graves prejuízos à saúde da mulher como aumento da biovulnerabilidade às doenças sexualmente transmissíveis, infertilidade, além de mau prognóstico gestacional. Além disso, o tratamento da vaginose bacteriana (VB), principal alteração de microbiota vaginal em mulheres em idade reprodutiva, está associado a altas taxas de falha terapêutica após tratamento convencional. Estudo realizado com mulheres norte-americanas demonstrou que microbiota vaginal pode ser dividida em 5 comunidades bacterianas conforme a abundância de determinadas espécies. Os casos de VB estão compreendidos na comunidade bacteriana que apresenta menor abundância de lactobacilos e esta comunidade pode ser subdividida em três sub-comunidades, conforme a interação de determinadas espécies. Considerando que até o momento nenhum estudo para a determinação do microbioma vaginal foi realizado em mulheres brasileiras e a considerável falha terapêutica da VB, os objetivos desse estudo são: caracterizar o microbioma vaginal de mulheres brasileiras em idade reprodutiva provenientes das 5 regiões do país e avaliar se a presença de determinadas sub-comunidades bacterianas, a contagem bacteriana total e o perfil proteômico estão associados à persistência da VB após tratamento convencional. O microbioma vaginal de, no mínimo, 500 mulheres será realizado pelo pirosequenciamento do gene bacteriano RNA ribossômico 16S. Além disso, a microbiota vaginal será classificada microscopicamente em normal, intermediária e VB, segundo os critérios de Nugent et al. (1991). Nos casos de VB incluídos no estudo serão determinadas as sub-comunidades bacterianas existentes. Além disso, os casos de VB serão avaliados antes e após o tratamento convencional quanto à contagem bacteriana total por citometria de fluxo e quanto ao perfil proteômico por eletroforese bidimensional seguida de sequenciamento em espectrômetro de massa MALDI-TOF-TOF. Dessa forma, esses resultados permitirão descrever pela primeira vez a composição da microbiota vaginal na população brasileira e, portanto, poderão contribuir para novas estratégias para a melhora da saúde reprodutiva dessa população. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
TAFNER FERREIRA, CAROLINA SANITA; DONDERS, GILBERT GERARD; MARCIA DE LIMA PARADA, CRISTINA MARIA; TRISTAO, ANDREA DA ROCHA; FERNANDES, THAIZ; DA SILVA, MARCIA GUIMARAES; MARCONI, CAMILA. Treatment failure of bacterial vaginosis is not associated with higher loads of Atopobium vaginae and Gardnerella vaginalis. Journal of Medical Microbiology, v. 66, n. 8, p. 1217-1224, AUG 2017. Citações Web of Science: 2.
LUCHIARI, HELOISE R.; FERREIRA, CAROLINA S. T.; GOLIM, MARJORIE A.; SILVA, MARCIA G.; MARCONI, CAMILA. Cervicovaginal bacterial count and failure of metronidazole therapy for bacterial vaginosis. International Journal of Gynecology & Obstetrics, v. 132, n. 3, p. 297-301, MAR 2016. Citações Web of Science: 2.

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